Em 1994, o empresário José Veiga e o filho do presidente do FC Porto, Alexandre Pinto da Costa, fundavam a empresa Superfute envolvendo-se em alguns dos negócios mais mediáticos a nível nacional e internacional na década posterior. As primeiras movimentações da nova sociedade deram-se logo com jogadores como Fernando Couto, quando o central trocou o FC Porto pelo Parma, Paulo Sousa, quando este deixou Alvalade para jogar pela Juventus e Luís Figo, jogador que contribuiria decisivamente para colocar a Superfute nos holofotes do futebol mundial.

Anos mais tarde, mais concretamente em 2002, Veiga e Figo protagonizaram a transferência mais cara do futebol até à altura e uma das mais polémicas da modalidade, quando o internacional português se mudou de Barcelona para o eterno rival Real Madrid pela módica quantia de 56 milhões de euros. Mas a ligação entre o empresário e a estrela lusa não era nova.

Em 1995, já Figo era representado pela Superfute e começa a destacar-se na equipa principal do Sporting, deu-se o primeiro negócio do jogador mediado pela empresa. No entanto, as coisas não correram bem e o internacional acabou suspenso.

O talento de Figo começava a despertar o interesse internacional. E um dos clubes a manifestar o seu interesse pela jovem estrela foi o Parma de Itália. Embalado pelos milhões da empresa da Parmalat, o clube quis contratar o antigo capitão da seleção portuguesa. E ambas as partes assinaram mesmo o contrato da transferência. O problema é que os relatos do virtuosismo do número 7 do Sporting já tinham chegado a Turim, e a Juventus e Figo assinaram também um pré-acordo. Ou seja, existiam dois contratos assinados pelo mesmo jogador mas com clubes diferentes. A Federação Italiana de Futebol não deixou a situação passar em claro e proibiu o jogador de assinar por qualquer equipa de Itália durante dois anos.

Ou seja, no final das contas Figo não jogou nem por um nem por outro e ficou no Sporting. Mas por pouco tempo. Isto porque, aproveitando esta janela de oportunidade, o Barcelona negociou com o Parma, que teria de esperar dois anos se quisesse contar com o extremo, e pagou uma quantia irrisória ao Sporting que entretanto via as suas propostas de renovação do contrato rejeitadas por Luís Figo.

A carreira na Catalunha foi o que se conhece. Figo tornou-se num dos melhores jogadores da sua geração, e terminou o seu vínculo com José Veiga em 2004 quando já jogava no Real Madrid.