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Porta-voz do PS diz que Schauble não faz avisos a Portugal

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O porta-voz do PS, João Galamba, recusou que o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, faça avisos a Portugal ou a qualquer outro país, e desafiou-o a explicar melhor as suas afirmações.

TIAGO PETINGA/LUSA

O porta-voz do PS, João Galamba, recusou esta quarta-feira que o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, faça avisos a Portugal ou a qualquer outro país, e desafiou-o a explicar melhor as suas afirmações.

“Wolfgang Schauble não faz avisos sérios a países, nem nenhum ministro faz avisos sérios a qualquer país. Existem instituições europeias e são essas que decidem”, afirmou João Galamba aos jornalistas, no parlamento, depois de questionado sobre se as declarações do ministro alemão constituíam um aviso sério a Portugal.

De acordo com vários órgãos de informação, que citam a agência Bloomberg, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, manifestou-se esta quarta-feira contra o adiamento de sanções a Espanha e Portugal, considerando que aliviar as regras não ajuda a aumentar a confiança.

“Acho estranho que Wolfgang Schauble diga isso, porque lembro-me de Wolfgang Schauble em outubro dizer que este Governo não se podia desviar do caminho de sucesso do anterior. É com alguma estranheza e perplexidade que um ministro das Finanças diz uma coisa e o seu contrário com poucos meses de distância”, afirmou João Galamba.

O porta-voz socialista desafiou Schauble a “explicar essas afirmações”.

“O caminho do qual não nos podíamos desviar aparentemente é agora um caminho com o qual Wolfgang Schauble quer multar Portugal”, disse.

O presidente do Eurogrupo e o vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo Euro admitiram hoje, em Bruxelas, que há “algumas preocupações” entre certos Estados-membros relativamente ao adiamento de sanções a Espanha e Portugal devido ao défice excessivo.

Na conferência de imprensa no final de uma reunião de ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin), o presidente do Eurogrupo e também do Ecofin durante o semestre de presidência holandesa, Jeroen Dijsselbloem, questionado sobre críticas alegadamente proferidas pelo ministro das Finanças alemão durante a reunião de hoje relativamente à decisão da Comissão de adiar uma decisão sobre sanções aos dois países, escusou-se a “dizer quem disse o quê”, mas admitiu que “há algumas preocupações”.

“Houve uma referência à recente decisão da Comissão sobre Espanha e Portugal logo na nossa sessão da manhã (do Ecofin). Claro que não vou citar ministros, já que tal ocorreu durante o pequeno-almoço, na sessão informal, pelo que não me sinto à vontade de dizer quem disse o quê. Mas há algumas preocupações quanto à credibilidade de como usamos o pacto (de estabilidade e crescimento) para manter todos os Estados-membros no caminho acordado”, declarou.

Jeroen Dijsselbloem – que também na véspera, à chegada à reunião do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro), afirmara que a aplicação de sanções a Portugal por défice excessivo é uma “possibilidade séria devido à situação atual do país” e queria ouvir da Comissão a explicação para o adiamento de uma decisão – lembrou que o assunto dos Procedimentos por Défice Excessivo (PDE) estará sobre a mesa na próxima reunião do Ecofin, em junho, podendo então pronunciar-se.

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