Donald Trump, o próximo presidente dos Estado Unidos da América (EUA), deverá nomear um alto quadro do Goldman Sachs para liderar o National Economic Council, o fórum de aconselhamento para a Economia junto da Casa Branca, criado por Bill Clinton. A notícia foi avançada esta sexta-feira pela imprensa norte-americana.

Gary D. Cohn tem 56 anos de idade e trabalha há 25 anos no banco norte-americano, ajudando a instituição durante a crise financeira. Aliás, em 2010 Cohn testemunhou perante a comissão federal, que investigava os contornos da crise financeira, negando que o Goldman tivesse apostado contra os seus clientes que possuíam hipotecas de alto risco.

Caso se confirme a sua nomeação, será outro dos nomes do Goldman Sachs a juntar-se à lista de influências do futuro presidente: Steven Mnuchin deverá ser o próximo Secretário do Tesouro e Steve Bannon, atual conselheiro estratégico de Donald Trump, são mais duas personalidades ligadas ao banco a fazer parte do circulo político do futuro executivo.

As críticas a estas escolhas sobem de tom, tanto mais que ao longo da campanha para as eleições, Donald Trump acusou o banco de roubar a classe trabalhadora e a adversária Hillary Clinton de estar ligada ao lóbi de Wall Street. Já o CEO do Goldman dizia-se assustado com a ideia de Trump controlar armas nucleares. Enquanto isso, Cohn fez avultadas contribuições para ambos os partidos Republicano e Democrático.

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Com o novo cargo no Governo, Gary Cohn vê-se forçado a vender as suas ações no Goldman Sachs — no valor de cerca de 190 milhões de dólares, segundo a Reuters — para evitar conflitos de interesse.

O Goldman Sachs parece estar a beneficiar com a administração de Trump. Desde o dia das eleições, a 8 de novembro, que as ações do banco subiram cerca de 34%. O presidente eleito prometeu ainda “recuar” em algumas regulações financeiras, que têm sido particularmente duras para o Goldman Sachs.