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A líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, defende a saída de França da zona euro, mas que a moeda se mantenha no resto da Europa. A líder da extrema direita francesa e candidata à eleições presidenciais de maio mostra, pela primeira vez, preocupação com os efeitos de instabilidade nos mercados cambiais provocada pela saída do país da moeda única.

“Eu quero uma moeda nacional com o euro como moeda comum”, disse Le Pen à BFMTV, mostrando que quer manter uma moeda francesa em paralelo com a existência do euro e acrescentou mesmo: “E o ECU o que era?” A Unidade de Conta Europeia era um mecanismo de estabilização cambial, criado em 1979, que servia para suavizar ou corrigir as oscilações entre as moedas dos vários estados-membros.

Na sequência do Brexit, a Frente Nacional foi pronta na defesa do Frexit, mas a opção não colhe o apoio dos franceses, como mostraram as sondagens dessa altura. Com as eleições em França a acontecerem em maio, Le Pen vem manifestar cautela nesta matéria, ainda que mantenha a defesa do regresso de uma moeda nacional — o que não fará sem um referendo.

Em declarações ao Politico, o assessor económico de Le Pen explica que o regresso de uma unidade contabilística como era o ECU, calculado de acordo com um conjunto de moedas, é uma das hipóteses que está a ser estudada para minimizar os impactos de uma saída unilateral de França da zona euro. “Com o regresso do ECU poderíamos manter a linha do euro”, argumentou Philippe Murer que diz que essas questões “só serão definidas depois de consultado o povo francês”.

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