A Polícia Judiciária (PJ) encontrou, esta madrugada, em Setúbal, a rapariga de 15 anos que tinha desaparecido de uma instituição em Viseu em setembro do ano passado. A menor está a ser ouvida na PJ em Coimbra e deverá regressar ainda esta tarde ao lar, confirmou o Observador junto de fonte oficial da PJ.

Segundo a SIC Notícias, a menor foi encontrada na companhia de um homem de 30 anos, uma informação que o Observador não conseguiu apurar.

“Lamento que só agora se tenham posto em campo e a tenham descoberto”, desabafou o Padre Américo, vogal da Confraria de Santo António de Viseu.

A jovem estava desaparecida desde 27 de setembro de 2016, dia em que lhe foi autorizada uma saída até ao centro da cidade pelos responsáveis do Lar de São José, em Viseu, onde estava desde o mês de julho, “por não querer estar com a mãe”, explicou o Padre Arménio, da direção da Confraria de Santo António de Viseu. Nesse mesmo dia a instituição comunicou ao Tribunal e à Segurança Social o desaparecimento da jovem, acrescentou.

O Padre Américo revelou ainda ao Observador que, desde que a menor deu entrada na instituição, “um carro com um senhor andava sistematicamente a rondar o lar e quando ela saía em grupo para o centro o carro também era visto”, detalhou o vogal da Confraria ao Observador, acrescentando que a polícia já estava a par dessas movimentações, bem como da identificação da viatura.

O caso não é único na instituição. O Padre Américo afirmou que já houve outros casos de fugas e acrescentou que “todas as instituições têm disto”.

E questionado sobre a autorização que foi dada a esta menor para sair à rua sem a companhia de um adulto, o responsável respondeu que “ela já tem 15 anos”. “Tem de ter alguma autonomia e tem de se correr riscos.”

Quanto ao que se segue, o Padre Américo deixou bem claro que a jovem “terá de ser muito amparada para aceitar a institucionalização” e que a instituição vai “contactar o Tribunal para saber como deve proceder em relação a contactos da jovem com outras pessoas”.