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Dois dias depois do ataque com armas químicas que provocou pelo menos 86 mortos (grande parte deles, crianças) em Khan Shaykhun, na província de Idlib, e horas antes da retaliação dos Estados Unidos contra a base militar síria de al-Sharyat, perto de Homs, Hillary Clinton defendeu uma ofensiva militar americana contra o regime de Bashar al-Assad.

Na primeira entrevista que deu desde a derrota de novembro, no âmbito da Cimeira “Mulheres no Mundo”, esta quinta-feira, em Nova Iorque, quando questionada sobre se a postura que adotou relativamente ao presidente sírio enquanto Secretária de Estado da administração Obama não teria sido demasiado branda, Clinton acedeu: “Penso que devíamos ter estado mais dispostos a confrontar Assad“. Revelou igualmente que, depois de abandonar o governo, chegou a defender o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre o território sírio – mas que Barack Obama não comprou a ideia.

Clinton também considerou que, apesar de tudo, não seria ainda tarde de mais para passar à ação: “Acredito mesmo que devíamos ter eliminado as bases aéreas dele, para o impedirmos de as usar para bombardear pessoas inocentes e despejar-lhes gás sarín em cima – e acredito mesmo que ainda podemos fazê-lo“. “Assad tem uma força aérea e essa força aérea tem sido a causadora da maior parte das mortes civis a que temos assistido nos últimos anos e a que assistimos nos últimos dias”, disse também a némesis de Donald Trump nas últimas presidenciais. “Este massacre não pode continuar.”

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