General Motors

Chevrolet. Depois da Europa, o adeus à Índia

Depois de já ter tomado decisão idêntica relativamente à Europa, a norte-americana General Motors anunciou a retirada da marca Chevrolet também da Índia.

Autor
  • Francisco António

Actualmente a atravessar uma fase de reestruturação nas suas operações, em particular nos mercados fora de portas, a norte-americana General Motors (GM) decidiu pôr fim à comercialização de automóveis naquele que é um dos principais mercados emergentes do mundo, a Índia. Com esta decisão, tomada após cerca de duas décadas de presença no país, a Chevrolet, única marca que o fabricante ainda comercializava na Índia, mas que já havia retirado também da Europa, desaparece assim também daquela parte do globo.

Hoje em dia com menos de 1% de quota na Índia, a GM enquadra a decisão agora anunciada numa série de restruturações que tem vindo a operar no grupo. Contudo, também refere que, embora deixando de comercializar automóveis, pretende manter em funcionamento algumas das suas infra-estruturas. Nomeadamente, o centro técnico em Bangalore, assim como uma das duas linhas de produção que possui no país; mais concretamente, a de Talegaon, a cerca de 100 km de Mumbai, que passará, no entanto, a produzir exclusivamente para exportação. Já a fábrica no Gujarat, resultado de uma joint-venture com a chinesa SAIC Motor, deverá ser vendida.

Novas prioridades

Recorde-se que a GM exporta muitos dos veículos que produz na Índia, para países e regiões do globo como o México e a América Latina. Tendo mesmo, durante o último ano fiscal, que terminou em Março de 2017, quase duplicado o número de veículos exportados, para 70.969 unidades. Sendo que, só a fábrica de Talegaon, tem actualmente uma capacidade de produção de 130 mil veículos/ano.

Numa entrevista publicada na última quinta-feira, o presidente da GM, Dan Ammann, explicou que a restruturação das operações na Índia conduz, basicamente, ao cancelamento de grande parte dos investimentos, na ordem dos 1.000 milhões de dólares (perto de 900 milhões de euros), que o construtor tinha para o país. Montante que estava destinado ao fabrico local de uma nova arquitectura para o programa de novos veículos destinados aos mercados emergentes, assim como para a construção de uma nova linha de automóveis low-cost.

Ainda segundo este responsável, a decisão de deixar de comercializar automóveis na Índia resulta de meses de análise, com o objectivo de definir quais “os melhores locais” para a companhia apostar. Sendo que, no caso deste país, o investimento inicialmente previsto não teria o retorno que outras oportunidades globais oferecem, defende Ammann.

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