O Ministério Público pediu a absolvição de Pinto da Costa — presidente do Futebol Clube do Porto — e Antero Henrique — antigo diretor desportivo do clube — no âmbito do processo da Operação Fénix. De acordo com o representante do Ministério Público, não há dados que comprovem a existência de um esquema de segurança privada ilegal: “Em nenhuma das situações se mostram os crimes, pelo que deverão ser os arguidos absolvidos”, cita o Jornal de Notícias.

Este foi o resultado da primeira sessão de alegações finais do processo Operação Fénix, que julga as suspeitas de utilização ilegal de seguranças privados pelo FC Porto para resolver “cobranças difíceis”. O processo tem mais de 50 arguidos, entre os quais a empresa Segurança Privada, Departamento de Eventos (SPDA), suspeita de ter cometido crimes de associação criminosa e exercício ilícito de atividade de segurança privada.

Pinto da Costa é suspeito de sete crimes de exercício ilícito da atividade de segurança privada porque terá contratado a SPDA para serviços de acompanhamento e proteção pessoal. Tanto ele como Antero Henrique terão utilizado esses serviços para cobrar alegadas dívidas com recurso à intimidação e à violência física, sendo por isso suspeitos de crimes de extorsão ou coação.

Tanto Pinto da Costa como Antero Henrique negam todas as acusações que lhes são apontadas.