Morreu Américo Amorim. O empresário tinha 82 anos e morreu devido a complicações cardíacas, avançou o Jornal de Notícias esta quinta-feira. O empresário tinha sido operado ao coração seis vezes nos últimos anos, e o acompanhamento médico foi uma necessidade constante do empresário na última década da sua vida.

Em março de 2016, Américo Amorim tinha sido internado de urgência para combater uma bactéria hospital que se tinha alojado no coração em das várias intervenções cirúrgicas que sofreu.

Criou a corticeira Amorim, aquele que é a maior empresa do mundo deste setor, e o império a que deu origem levou a que lhe ficasse colada a alcunha de “rei da cortiça”.

Ao longo dos anos, o nome de Américo Amorim surgiu consecutivamente entre o grupo de figuras mais ricas do mundo. Em Portugal, ocupava a primeira posição desse ranking.

A fortuna do empresário foi estimada, em 2017, pela Forbes, em 4,4 mil milhões de dólares, superior à de Donald Trump (3,5).

O velório vai decorrer esta sexta-feira, entre as 17 e as 21 horas, na capela da Quinta de Santo António de Grijó. A missa vai realizar-se sábado de manhã, no Mosteiro de Santo António de Grijó.

As primeiras palavras de apreço pelo legado empresarial de Américo Amorim chegam de Mira Amaral, antigo ministro do Trabalho, da Indústria e Energia e amigo do empresário disse à TSF que Américo Amorim era “um símbolo para no mundo empresarial português” e “um homem com uma visão estratégica fabulosa”, além de ter sido também “um símbolo da classe empresarial privada portuguesa e da capacidade empresarial do norte do país”.

Também Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, já enviou as condolências à família Amorim, dá conta uma pequena nota publicada na página da Presidência.

“Américo Amorim atravessou, com a sua carreira empresarial, mais de meio século de vida portuguesa. Empreendedor, determinado, persistente e, muitas vezes, visionário, marcou, de modo inabalável, sectores da vida económica, como o da cortiça, e culminou o seu percurso com posição decisiva no domínio petrolífero. O Presidente da República apresenta à sua Família sentidos pêsames institucionais e pessoais”, lê-se na nota de Marcelo Rebelo de Sousa.