O Millennium BCP lucrou 874 milhões nos primeiros nove meses do ano, mais 12,6% do que no período homólogo, uma “evolução positiva” apesar de a atividade dos bancos estar rodeada de “contexto muito difícil”, segundo o presidente do banco.
A informação foi divulgada pelo banco através do site da CMVM, o regulador do mercado de capitais, e foi, também, apresentada em conferência de imprensa na sede do banco, no Tagus Park, em Oeiras.
O Millennium BCP, que tem operações noutros países como a Polónia e Moçambique, obteve em Portugal um resultado de 727,9 milhões, também aqui um aumento de dois dígitos (11,2%). Isto inclui os 49 milhões de euros de lucros do ActivoBank, que cresceram mais de 43% nos primeiros nove meses deste ano.
A margem financeira do banco, que reflete a diferença entre aquilo que paga para se financiar (depósitos, BCE, etc.) e os juros que cobra nos créditos que concede, aumentou 5,8% para 2.293 milhões de euros, numa fase em que as taxas de juro voltaram a subir – embora não até aos níveis vistos em 2022/2023.
Além disso, o banco cobrou mais 5% em comissões (660 milhões), o que permitiu compensar uma grande parte do aumento de 5,3% dos custos operacionais (1.087 milhões).
O Millennium BCP decidiu aumentar um pouco as previsões do plano estratégico 2025-2028 passando a prever lucros de 200 mil milhões de euros (anterior objetivo era de 190 mil milhões), com 130 mil milhões de euros destes lucros obtidos em Portugal (previa-se 120 mil milhões de euros).