A Coreia do Norte organizou uma celebração em massa por ter conduzido, com sucesso, no domingo, o maior teste nuclear que o país já fez. Não faltaram homenagens aos cientistas responsáveis pela bomba, fogo de artifício e paradas militares nas ruas de Pyongyang.

Quem são os dois cientistas por detrás do programa nuclear da Coreia do Norte

Os cidadãos da capital encheram as ruas na quarta-feira para cumprimentar os autocarros que transportaram os cientistas até Pyongyang, onde foram homenageados na Praça Kim Il-Sung com música e aplausos de dezenas de milhares de pessoas.

O ensaio nuclear em causa provocou condenações a nível global e levou os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul a exigir mais e mais fortes sanções ao regime de Kim Jong-un.

União Europeia vai preparar novas sanções à Coreia do Norte

Altos responsáveis do exército norte-coreano ameaçaram, nos discursos, “pôr fim ao destino dos gansters imperialistas da América da maneira mais forte e sem misericórdia se eles e os seus bandos de traidores iniciarem uma guerra”.

O teste nuclear de domingo levantou questões sobre se a Coreia do Norte terá já ao seu dispor o poderio balístico necessário para armar com uma ogiva nuclear um míssil balístico intercontinental – capaz de atingir até 10 mil quilómetros de distância.

A fotografia divulgada de Kim Jong-un a tocar numa ogiva nuclear suscitou dúvidas sobre a autenticidade da bomba, mas as repetidas reuniões de emergência do Conselho de Segurança da ONU não cessam – e não cessam também as condenações internacionais.

Coreia do Norte. A foto descodificada de Kim Jong-un com a bomba