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Pedro Passos Coelho não especula cenários pós eleições autárquicas, mas não nega que é intenção do partido atingir o maior número de mandatos em câmaras municipais e juntas de freguesias. O líder do PSD garantiu, em entrevista esta noite à SIC, que, quaisquer que sejam os resultados gerais do partido, a sua liderança não está em causa.

São ilações que têm sempre importância para todas as lideranças. Se a minha liderança está em causa com o resultado das eleições? Não está. Para mim não está”, sublinhou Passos.

Passos reforçou a ideia de que as sondagens são meramente indicadores e que “não têm resultado absoluto”. O líder do PSD refere que não se trata de eleições de âmbito nacional, nem de eleições “em que se testa a liderança do PSD”.

Já sobre a convocatória de um Conselho Nacional do partido para a próxima terça-feira, Passos Coelho diz que não se trata de pressa nenhuma e que o partido está apenas a proceder como sempre procedeu.

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Estamos a fazer rigorosamente o que se fez sempre. Trata-se do calendário do PSD e vamos fazer outro [Conselho] em novembro para avaliar as propostas do Orçamento de Estado e para convocar as eleições internas do PSD que ocorrerão no princípio do próximo ano, como decorre normalmente”, assegurou.

Passos com pressa. PSD convoca Conselho Nacional para 48 horas depois das eleições

Governo está apenas “a gerir uma conjuntura que é favorável”

O líder social-democrata não deixou também de lançar críticas ao Governo e considera que as medidas levadas a cabo não estão a “acrescentar valor” e que o Executivo está apenas “a gerir uma conjuntura que é favorável”. Ainda assim, reconheceu que o país deverá atingir as metas do défice a que se propôs este ano, “sem necessitar de lançar mão de grandes medidas extraordinárias”.

Já sobre o que faria de diferente do atual Governo, Passos garante que “estaria preocupado com o futuro e não só com o presente”.

Estaria a executar um conjunto de reformas importantes que permitiriam daqui a uns anos colher os frutos dessas reformas para crescer mais, como estamos a crescer agora graças às reformas que fizemos no passado”, afirmou Passos.