Stephen Paddock, que tinha 64 anos, é o nome do homem que a polícia acredita ter agido sozinho quando atirou centenas de balas, com uma arma automática, sobre uma multidão que ouvia um concerto de música country em Las Vegas. Sabe-se pouco sobre o homem que matou 58 pessoas e feriu mais de 500, mas a imprensa norte-americana adianta que, apesar de não ter cadastro criminal, era um sujeito conhecido pelas autoridades locais. O auto-proclamado Estado Islâmico diz que o homem se converteu ao Islão há alguns meses.

Veja aqui o vídeo que mostra as imagens dos primeiro segundos do ataque.

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Ainda não foram divulgadas fotos oficiais de Paddock, mas vários jornais já estão a avançar com uma imagem do homem que a polícia terá encontrado morto no quarto de hotel.

O autor do tiroteio que subiu diretamente para o topo da lista de massacres mais sangrentos da história recente dos EUA vivia numa casa construída recentemente e que fica numa aldeia minúscula onde vivem sobretudo pensionistas e veteranos de guerra. A aldeia, chamada Mesquite, fica a pouco mais de 100 quilómetros a nordeste de Las Vegas, já próxima da fronteira com o Arizona.

Mas Paddock nem sempre viveu ali. Os jornais de Las Vegas dizem que, no passado, viveu em Reno (tal como Las Vegas, no estado do Nevada) mas, também, na Califórnia e na Flórida. O homem já era conhecido das autoridades locais — por razões que não foram, ainda, divulgadas — mas não estava na lista de pessoas a monitorizar por parte das autoridades federais, segundo a NBC News.

Sabe-se que ele vivia na casa em Mesquite com uma mulher chamada Marilou Danley, de 62 anos. Danley é uma cidadã australiana de ascendência asiática que foi inicialmente procurada como “pessoa de interesse” mas que as autoridades acreditam, agora, que não teve participação no crime.

Paddock vivia em Mesquite, a nordeste de Las Vegas

O suspeito do tiroteio vivia numa aldeia minúscula onde vivem, sobretudo, reformados e veteranos de guerra.

A agência Reuters falou com um irmão de Stephen Paddock, Eric Paddock, que garante “não fazer a mínima ideia” do que o terá motivado a cometer este crime. “Não temos qualquer ideia. Estamos horrorizados. Queremos enviar as nossas condolências às [famílias das] vítimas”, afirmou Eric Paddock, numa entrevista telefónica com a Reuters em que se ouvia a voz trémula do irmão do atirador.

Soube-se no rescaldo do incidente que Stephen tinha uma dezena de armas no seu quarto de hotel, mas para atirar sobre a multidão usou uma metralhadora automática que estava fixada na janela do quarto de hotel, no 32º andar. O atirador terá usado uma dessas armas para se suicidar, antes da intervenção da polícia, acreditam as autoridades.

Stephen, nascido em 1953, tinha filhos e netos. Tal como Marilou Danley, que numa página numa rede social se diz “mãe e avó orgulhosa, a aproveitar a vida ao máximo”. Paddock não tem passado militar e o maior mistério, nesta fase, é a motivação para o ataque: “Não temos qualquer ideia sobre quais eram as suas crenças”, afirmou o xerife de Clark County, Joseph Lombardo.

Não são conhecidas quaisquer ligações de Paddock a grupos extremistas. Mas o auto-proclamado Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando que Paddock se converteu ao Islão há alguns meses.

Irmão do atirador de Las Vegas: “Sinto-me como se ele tivesse matado um dos sobrinhos. Estou estupefacto!”

Eric é irmão de Stephen Paddock, o atirador de Las Vegas. À BBC, visivelmente incomodado e embaraçado, começou por lembrar que Stephen “não tinha qualquer cadastro policial” e que “não era de ter armas em casa nem tinha um passado militar”. E questinou-se, Eric: “Onde raio é que ele arranjou as armas automáticas?! Se tinha problemas de saúde mental? Não, não sabia que ele tinha problemas de todo…”

Na última mensagem que trocaram antes do massacre de Las Vegas, Stephen Paddock perguntou ao irmão como estaria a mãe de ambos. “Próximos? Vivíamos longe um do outro, falávamos um pouco por telefone sobre a minha mãe, mas não éramos próximos. Espero que alguém descubra o que se passou, queremos saber”, afirmou Eric.

O irmão do atirador, quando questionado sobre o que quereria dizer aos familiares das vítimas, atirou apenas: “Não há nada que lhes possa dizer agora. Sim, foi o meu irmão quem fez isto. Mas sinto-me como se ele tivesse disparado sobre nós, a família. Como se ele tivesse matado um dos sobrinhos. Não poderia ficar mais estupefacto do que estou agora. Saber que o meu irmão fez isto… não me ocorre dizer absolutamente nada. Não compreendemos.”

À CNN, Eric Paddock explicou que o irmão era contabilista e um “homem rico”. E acrescentou que este seria igualmente jogador de póquer, online e não em casino, gastando aí parte do seu dinheiro em apostas elevadas.