União nascida da vontade de ambas as companhias de fabricarem um superdesportivo – a que foi dado o nome de Valkyrie e que esgotou logo no lançamento –, a parceria entre o fabricante automóvel britânico Aston Martin e a equipa de Fórmula 1 Red Bull Racing promete dar mais frutos. Sendo que, anunciada a colaboração entre as duas empresas para o Mundial de Fórmula 1 (F1), a caminho está igualmente, segundo a Aston Martin, mais uma série de “produtos incríveis”.

“O Aston Martin Valkyrie, proposta cuja produção foi totalmente vendida logo no lançamento, foi apenas o primeiro de uma série de produtos incríveis, que irão nascer desta parceria para a inovação”, anunciou o fabricante de desportivos de luxo britânico.

Se queria fazer dinheiro com o Valkyrie, esqueça

Numa altura em que é já conhecida a intenção do construtor de Gaydon de juntar-se à Red Bull Racing na Fórmula 1, dando corpo àquela que será a futura escuderia “Aston Martin Red Bull Racing”, cuja chegada ao “Grande Circo” está prevista já em 2018, confirmados ficam, assim, mais produtos de excepção, nascidos do know-how das duas companhias. E que, acrescenta o director da Red Bull Racing, Christian Horner, não deixarão de ser “especiais” e “igualmente inovadores”.

Para a concretização destes objectivos, as duas empresas têm previsto vir a criar um “Centro de Performance Avançada”, localizado nas instalações da Red Bull Racing em Milton Keynes, Inglaterra, cujas portas deverão abrir ainda este ano. Será aí que virá a ser desenvolvida a tecnologia tanto para a F1, como os modelos de estrada.

Aston Martin Valkyrie

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A par destas instalações, a Aston Martin prevê ainda abrir um segundo centro, onde ficarão os designers encarregues de “trabalhar nos futuros desportivos”, não descartando igualmente a possibilidade de vir a desenvolver, a partir de 2021, os futuros motores da escuderia de F1. Isto, depois da FIA ter convidado o fabricante para participar na discussão sobre aqueles que serão propulsores a utilizar, futuramente, na categoria rainha do desporto automóvel.

“Participar na discussão sobre os futuros motores da F1 é algo que tem interesse para nós, desde que as circunstâncias sejam as correctas”, comentou já o presidente e CEO da Aston Martin, David Palmer. Acrescentando não estar disponível para “entrar numa guerra de motores sem restrições quanto a custos ou horas no dinamómetro”.

1000 era pouco… Aston Martin Valkyrie terá 1130 cv

Recorde-se que o Aston Martin Valkyrie foi concebido tendo por base um motor V12 6,5 litros Cosworth naturalmente aspirado, enquanto parte de um sistema de propulsão híbrida concebida com tecnologia importada da F1. E que, embora sem potência ainda oficializada, deverá conseguir oferecer valores superiores ao recentemente apresentado Mercedes-AMG Project One, que tem por base um V6 1,6 litros turbo.