O líder comunista reclamou para o PCP o papel do partido que “faz acontecer” em Portugal para “derrotar e travar a brutal ofensiva” do PSD/CDS, “mantendo no horizonte sempre e sempre o objetivo do socialismo”.

Num comício no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, realizado esta terça-feira para assinalar os 100 anos da revolução russa, um “combate que continua”, Jerónimo de Sousa afirmou que, “apesar das contradições do PS”, o Governo, com o apoio parlamentar de comunistas, bloquistas e verdes, tem resultado em vantagens para os portugueses.

Estes “dois anos da nova fase da vida nacional”, como o PCP se refere a este período de governação do PS, desde 2015, “são uma vantagem para a vida dos trabalhadores, dos reformados, dos intelectuais e quadros técnicos” com a reposição de salários e reformas, disse Jerónimo de Sousa.

E aos que diziam que, “com o fim do socialismo na URSS” e decretaram “o fim do comunismo”, o secretário-geral comunista respondeu: “O PCP continua de pé, a viver e a lutar, não apenas resistindo, mas fazendo acontecer, mantendo no horizonte sempre e sempre o objetivo do socialismo.”