[Este artigo contém imagens que podem chocar os leitores mais sensíveis]

Tem 27 anos e é o autor doa mais recente tentativa de ataque terrorista — que aconteceu esta segunda-feira. Akayed Ullah foi detido depois de ter feito explodir uma bomba artesanal num terminal de autocarros, perto de Times Square, na ilha de Manhattan, Nova Iorque. Os confrontos na Faixa de Gaza e a decisão de Trump reconhecer Jerusalém como capital de Israel são o motivo de Ullah para o ataque, disse o próprio às autoridades.

A bomba foi construída por Ullah, que a transportava presa ao corpo com velcro e fechos de correr. Ullah foi transportado para o hospital de Belleveu, depois de ter sofrido ferimentos graves. Sofreu queimaduras e vários outros ferimentos quando detonou o dispositivo. Nas redes sociais, circula uma imagem que mostra Akayed Ullah deitado no chão, na qual é possível ver os ferimentos que sofreu:

Antes de ser conhecido como autor da tentativa de ataque terrorista em Nova Iorque, Ullah era taxista, embora não tivesse licença para conduzir os famosos táxis amarelos nova-iorquinos, conta a CNN que cita a New York City Taxi and Limousine Commission, a agência governamental que atribui e regula as licenças dos taxistas. Em 2012, foi atribuída a Ullah uma licença que expirou três anos depois, em 2015, e não foi renovada.

Ullah também não era motorista da Uber, avança a CNN que cita inspetores que estão a investigar a tentativa de ataque terrorista.

Não estamos a investigar nenhuma ligação desta pessoa com a Uber”, disse um porta-voz da empresa à CNN.

Com ascendentes familiares no Bangladesh, Ullah chegou aos Estados Unidos em 2011 com um visto de familiar de imigrante. O suspeito detido vive em Brooklyn. De acordo com Alan Butrico, dono de uma residência de luxo ao lado do local onde diz que Ullah vive, nas últimas duas noites antes do ataque, foram ouvidas discussões e gritos.

Os meus inquilinos disseram-me alguma coisa esta manhã [de segunda-feira] que tinham ouvido toda uma série de discussões nas duas últimas noites, no prédio do lado. Eles não sabem o que estava a acontecer. Dizem que todos estavam a discutir e a gritar”, revelou Butrico.

Butrico contou ainda que o suspeito “não era amigável” e que a família se mostrou calma depois de se saber que Ullah era o autor do ataque. “Eles não falam com ninguém. Simplesmente ficam lá [no prédio]”, explicou, acrescentando que Ullah, a irmã e o irmão vivem todos no mesmo prédio: o suspeito vive na cave, a irmã no primeiro andar e o irmão no último andar do prédio.