Filipinas

Vulcão Mayon intensifica atividade: já há cerca de 70 mil deslocados nas Filipinas

Houve seis novas erupções de lava em menos de 15 horas, na província de Albay. O alerta mantém-se no nível 4, que considera possível uma explosão perigosa nas próximas horas ou dias.

FRANCIS R. MALASIG/EPA

O vulcão Mayon, na zona Este das Filipinas, intensificou esta quinta-feira a sua atividade, com seis novas erupções de lava em menos de 15 horas, quando o número de deslocados já ronda os 70 mil e se teme uma explosão mais potente. As novas erupções do vulcão Mayon, localizadas na província de Albay, a cerca de 350 quilómetros a sudeste de Manila, ocorreram entre a meia-noite e as 15h00 locais (entre as 16h00 de quarta-feira e as 7h00 desta quinta-feira em Lisboa), informou a agência vulcanológica filipina (PHIVOLCS).

As expulsões de magmas geraram colunas de gás e cinzas de 3 mil metros de altura e alimentaram de lava os rios, que estão a mais de três quilómetros da cratera. “Esperamos que as erupções de lava continuem a ocorrer nos próximos dias e mantemos a vigilância para o caso de uma delas ser mais poderosa e perigosa”, disse à agência EFE o especialista Winchelle Sevilla, da PHIVOLCS.

O vulcanólogo esclareceu, no entanto, que “no momento é uma incerteza se a situação do vulcão vai crescer ou, ao contrário, se acalmará” no curto prazo. As autoridades mantêm o alerta no nível 4 — que considera possível uma explosão perigosa nas próximas horas ou dias — de uma escala de cinco.

A zona de exclusão é delimitada num raio de oito quilómetros da cratera, com uma área de máximo perigo num raio de seis quilómetros. Um total de 68.172 pessoas de 17.803 famílias que residem na zona de exclusão foram retiradas das suas casas e a maioria está em cerca de trinta abrigos na região, de acordo com dados fornecidos à EFE pelo departamento de Defesa Civil da província de Albay.

A PHIVOLCS pediu às pessoas deslocadas que não regressassem a casa em nenhuma circunstância devido aos abundantes gases e cinzas na área de perigo máximo.

A atividade de Mayon, que despertou seis vezes nas últimas três décadas, gerou medo de repetição da trágica explosão de Pinatubo (noroeste de Manila), em 1991, a segunda maior do mundo no séc. XX e que causou cerca de 850 mortos e mais de 1,3 milhões de deslocados.

No entanto, especialistas da PHIVOLCS excluem que o Mayon possa gerar uma erupção tão poderosa quanto a de Pinatubo. Com 23 vulcões ativos, o arquipélago filipino localiza-se numa área de intensa atividade sísmica, no chamado “Anel do Fogo do Pacífico”, que se estende desde a costa oeste do continente americano até a Nova Zelândia, passando pelo Japão e Indonésia, entre outros países.

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