Donald Trump disse esta quarta-feira que ia considerar a proposta de armar os professores como meio de prevenir tiroteios em massa. O presidente dos Estados Unidos, que se reuniu com sobreviventes do tiroteio da semana passada na Florida, no qual morreram 17 pessoas, e outras pessoas envolvidas em situações de violência com armas, considerou que zonas livres de armas potenciam os “mass shootings“.

Ao final do dia, segundo o The New York Times, Donald Trump acrescentou a ideia de que os professores que estejam qualificados para andarem armados recebam “um pequeno bónus” e que o Estado apoiaria os treinos. “Quero as minhas escolas tão protegidas como quero os meus brancos”, afirmou o presidente.

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Segundo o The Guardian, Trump afirmou que a medida só pode funcionar “quando se tem pessoas que são peritas no uso de armas de fogo”. Trump usou o exemplo de Aaron Feis, o treinador que se sacrificou para salvar alunos do atacante, como exemplo, dizendo que se este “tivesse uma arma no cacifo” teria abatido Nikolas Cruz e dado o ataque por terminado.

“Se o treinador tivesse uma arma de fogo no seu cacifo quando correu em direcção a este tipo — esse treinador foi muito corajoso, salvou muitas vidas, suspeito — mas, se tivesse uma arma, não teria de ter corrido, tê-lo-ia abatido e isso teria sido o fim”, disse Donald Trump na sessão em que esteve reunido com sobreviventes.

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Trump disse que a medida “obviamente só seria para pessoas que são peritas em manusear uma arma“. “Chama-se porte oculto, um professor teria uma arma escondida com eles. Eles receberiam treino especial, estariam lá e deixaria de haver uma zona livre de armas”, explicou.

Para Trump, zonas livres de armas constituem uma das razões pelas quais há tantos tiroteios em massa. O presidente disse que “uma zona livre de armas para um louco — porque eles são todos cobardes — é ‘vamos entrar e atacar, porque balas não vêm na nossa direção'”, acrescentando que é um ponto que “certamente” será discutido.

Na mesma sessão, de acordo com o The New York Times, o presidente dos Estados Unidos disse que o seu executivo seria “muito forte a verificar o histórico” de pessoas que pretendam comprar armas e daria “um ênfase muito forte à saúde mental de alguém”.