A polícia está presente nalguns pontos das cidades de Maputo e da Matola que registaram distúrbios no passado quando, tal como esta segunda-feira, houve aumentos de preços dos transportes coletivos. O município de Maputo aumentou o preço dos transportes coletivos entre 10 meticais (13 cêntimos de euro) e 12 meticais (15 cêntimos).

A Lusa viu carros blindados da Força de Intervenção Rápida (FIR), a polícia antimotim moçambicana, e da Polícia de Proteção, no Bairro de Magoanine e na Praça dos Combatentes, arredores de Maputo, locais que em 2008 e 2010 foram palco de confrontos entre populares e as autoridades, na sequência da subida dos preços de transportes coletivos.

Esta segunda-feira, naqueles locais, enquanto a FIR e a Polícia de Proteção se mantinham no interior dos veículos, as pessoas faziam fila para subir ou caminhavam, não se notando qualquer animosidade. Várias pessoas relataram à Lusa que a situação está calma na Avenida de Moçambique, que liga as três regiões do país e que nas duas anteriores revoltas contra o aumento do custo de vida no país registou casos de violência.

Moradores do município da Matola, cidade satélite da capital moçambicana, também descreveram a situação como serena. Num comunicado emitido segunda-feira, o Centro de Integridade Pública de Moçambique (CIP), organização da sociedade civil, considera ilegais os aumentos das tarifas de transportes coletivos.

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“O incremento das tarifas é ilegal”, escreve o CIP em comunicado, referindo que a lei prevê que o regulador do setor, o Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (Inaterr), realize um estudo antes que um aumento entre em vigor.

Os meios de transporte são propriedade de dezenas de privados que tanto põem a circular autocarros, como viaturas ligeiras de vários lugares ou carrinhas de mercadorias de caixa aberta geralmente sobrelotadas e sem condições de segurança.