O responsável pelo Research & Development da Volkswagen, Frank Welsch, revelou durante uma entrevista que o popular Beetle, o sucessor directo do veículo que criou a Volkswagen, o Type 1 em 1938, não irá ter uma nova geração. Depois de ser produzido entre 1938 e 2003, o mais conhecido modelo da VW conheceu a segunda geração, denominada New Beetle, fabricado entre 1997 e 2011, ano em que foi introduzida a 3ª geração, apenas apelidada Beetle. Sabe-se agora, pelas palavras de Welsch, que não haverá 4ª geração.

Segundo o responsável pelo R&D da casa alemã, “duas ou três gerações são suficientes e não faria sentido surgir agora com o New New Beetle”. Garantiu ainda que “o Beetle Convertible será substituído pelo T-Roc Convertible”, que será introduzido em 2020 e que ocupará ainda o espaço que pertenceu ao Eos. O New Beetle de 1997 e o Beetle de 2011 foram sempre produzidos no México, com base em plataformas antigas, como se torna evidente pelo facto de mesmo o “Carocha” de 2011 ter recorrido à plataforma do Golf 5, fabricado entre 2003 e 2009.

Se o sucessor do Type 1 está a ser condenado pela VW, a marca reserva o Type 2, o tradicional Pão de Forma, para os condutores mais saudosistas, em busca de um modelo rétro. Mas trata-se de um veículo diferente, maior e mais caro, que se bem que extremamente apelativo e atraente, não se compara com o Beetle, pequeno, ágil e, tão importante quanto isso, substancialmente mais barato.

Tentando interpretar as palavras de Frank Welsch, é bem provável que o Beetle cuja morte a marca alemã agora anunciou seja o Beetle com motor de combustão e produzido no México, numa fábrica grande mas antiquada. As plataformas sobre as quais vai ser concebida a nova gama de veículos eléctricos I.D. vão abrir um número infinito de possibilidades, tornando possível e viável a produção de modelos descontinuados, por serem insustentáveis sob o ponto de vista de produção. E o I.D. Buzz, o sucessor do Pão de Forma que será introduzido em 2020, é disso o melhor exemplo.

Partindo desse mesmo pressuposto, é igualmente provável que o Beetle regresse, mas eléctrico e inserido na gama I.D.. O Carocha mexicano tinha alguns defeitos, pois para além de uma forma que não se adaptava à disposição mecânica do Golf, estava equipado com motores que não eram os ideais para a Europa, especialmente nos primeiros anos. A motorização eléctrica alteraria tudo isto, podendo o motor voltar ao eixo traseiro, o que permitiria conceber um habitáculo mais volumoso, sobretudo atrás. Mas dificilmente o Beetle I.D., a avançar, será fabricado no México.