De acordo com os últimos números avançados pela Direcção Geral da Saúde (DGS), há, no momento da publicação desta notícia, 36 casos confirmados de sarampo na região Norte do país e 87 casos sob suspeita. Este domingo, a SIC avançou que “seriam mais de 250 os casos suspeitos”. Em entrevista ao mesmo canal, Graças Freitas afirmou que “esses dados não correspondem à verdade” e que “nunca haverá dados escondidos”.

Em resposta às perguntas feita no Jornal da Noite, a diretora da DGS explicou que “provavelmente” esses números estariam relacionados com pessoas que tiveram “contacto com os casos”, mas explicou que não é por isso que se tornam “casos suspeitos”. Quanto aos dados que podem estar a ser ocultados pela DGS, a diretora afirmou: “Nunca haverá dados escondidos, é uma garantia da diretora-geral da Saúde”.

Graça Freitas explicou que um caso considerado suspeito é aquele que “tem sintomas, tem febre, é quem tem pus no nariz e a erupção cutânea [que surge com sarampo]”.

Suspeitos implica ter sintomas, ter sinais (…) e nem todos estão confirmados”, diz Graças Freitas, diretora-geral da Saúde.

Este domingo, a DGS já tinha desmentido a notícia em comunicado enviado às redacções, remetendo uma atualização dos dados para uma conferência de imprensa que se irá realizar esta segunda-feira, às 10h30″.

Quanto a medidas a tomar relativamente a sintomas que se possa ter, a diretora da DGS recomenda aos cidadãos telefonarem para o número do SNS24 (808 24 24 24). Graça Freitas explicou também que, no passado, os maiores surtos surgiram por os doentes se dirigirem para as urgências, aumentado a probabilidade de contágio com outras pessoas.

Os 36 casos confirmados têm maior predominância no Hospital de Santo António no Porto, sendo todos adultos. Este domingo surgiu mais um caso suspeito, no Hospital de Braga.