O ex-espião russo Sergei Skripal e a sua filha, Yulia Skripal, podem ter sido expostos ao agente nervoso “novichok” através do sistema de ventilação do seu carro, avança a ABC News.

As autoridades britânicas têm uma ideia mais clara do modo como se deu o ataque, das origens do agente e da natureza da substância. O “novichok” que envenenou os Skripal, descrito pelos serviços secretos britânicos como sendo um “organofosfato poeirento” de origem militar russa, foi, dizem, introduzido em forma de pó no sistema de ventilação do BMW do ex-espião, por onde circulou.

A Scotland Yard divulgou recentemente imagens de videovigilância do BMW em questão — um modelo 320d com a matrícula HD09 WAO — e apela a que qualquer pessoa que tenha visto o carro no dia do envenenamento, 4 de março, preste declarações.

Sergei e Yulia foram encontrados inconscientes num banco de um parque em Salisbury, no início deste mês de Março. Segundo a ABC, Skripal gritava e agia de forma incoerente no restaurante onde estiveram momentos antes de ele e a filha perderem os sentidos. Ambos permanecem em estado crítico no hospital. Também o polícia que primeiro entrou em contacto com os Skripal foi internado em estado crítico, encontrando-se já consciente.

A ABC News refere ainda que os serviços secretos britânicos identificaram 38 pessoas afectadas pelo “novichok” e que desenvolveram sintomas mínimos. Contudo, o impacto total que o agente neurotóxico possa ter tido ainda está a ser analisado.