França pediu ao Irão “cooperação total” e transparência após as revelações do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sobre o alegado programa nuclear secreto que, na opinião dos franceses, reforça a pertinência do acordo alcançado em 2015. Estas informações “deveriam ser estudadas e analisadas ao detalhe”, segundo um comunicado do Ministério do Exterior francês.

A nota refere que “numa primeira análise confirmam que parte do programa nuclear iraniano não teria fins civis, como a França e os seus parceiros constataram nas primeiras revelações no verão de 2012”, tendo sido essa conclusão que norteou a negociação do Pacto de Viena em julho de 2015.

Benjamin Netanyahu disse na segunda-feira que o seu país dispõe de “provas concludentes” sobre um programa secreto iraniano para obter armas nucleares.

O primeiro-ministro israelita assegurou que o seu governo obteve “meia tonelada” de documentos secretos iranianos que provam a existência de um programa de armas nucleares.

No dia 12 o Presidente Donald Trump decide sobre a eventual retirada dos EUA do acordo internacional com o Irão.

Para a França a pertinência do pacto viu-se reforçada depois das declarações de Netanyahu, dado que “todas as atividades ligadas ao desenvolvimento de uma arma nuclear estão proibidas pelo acordo”.

As autoridades francesas consideram essencial que a Agência Internacional da Energia possa continuar a verificar o respeito pelo compromisso e o “caráter pacífico” do programa nuclear do Irão.