Condecorações

Presidente da República condecorou atriz Carmen Dolores

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou a atriz Carmen Dolores, de 94 anos, com as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Mérito.

ANDRÉ KOSTERS/LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou esta quarta-feira a atriz Carmen Dolores, de 94 anos, com as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Mérito.

A condecoração foi atribuída no Teatro da Trindade, em Lisboa, no final da estreia da peça “Carmen”, que é inspirada nas memórias da atriz. No final da cerimónia, os amigos e colegas de carreira que, a pedido de Carmen Dolores, assistiram ao espetáculo, subiram ao palco para, juntamente com outras personalidades presentes, aplaudirem a atriz pela homenagem que lhe foi prestada.

O Presidente da República também assistiu à estreia de “Carmen”, uma peça inspirada nas memórias de Carmen Dolores, que constitui uma homenagem do Teatro da Trindade à atriz, que ali se estreou no cinema e no teatro, com Marcelo Rebelo de Sousa a entregar a condecoração. Marcelo Rebelo de Sousa visitou os espaços públicos do teatro, onde foi inaugurada uma exposição-instalação alusiva à carreira da atriz, assistiu à peça e à exibição de um vídeo sobre a carreira de Carmen Dolores.

Inspirada no livro “Vozes dentro de mim”, editado em 2017, e com elementos de duas outras obras de memórias da atriz, “Carmen” foi uma ideia do diretor artístico do Trindade para homenagear Carmen Dolores, que se estreou em cinema e teatro no Trindade, primeiro com o filme “Amor de Perdição”, de Leitão de Barros, aí exibido pela primeira vez em 1943, e, dois anos mais tarde, em “Electra, a mensageira dos deuses”, de Jean Giraudoux, com encenação de Francisco Ribeiro (Ribeirinho).

A partir desta quarta-feira, a sala principal do Teatro da Trindade passa também a ter o nome da atriz, que se retirou dos palcos em 2005 ao fim de 60 anos de carreira.

“Carmen” tem texto dramatúrgico e encenação de Diogo Infante e interpretação de Natália Luiza, assinalando também o regresso desta atriz ao palco, dez anos depois da última peça representada. Coproduzida pelos teatros da Trindade e Meridional, de que Natália Luiza é codiretora artística, com Miguel Seabra, “Carmen” vai estar em cena até 29 de julho. Tem espetáculos de quarta-feira a sábado, às 21h30, e, aos domingos, às 16h30, exceto dia 15, em que o espetáculo será às 21h30, na que é a última de quatro representações integradas no 35.º Festival de Almada.

Nascida em Lisboa, a 22 de abril de 1924, Carmen Dolores fez carreira na rádio, tanto a ler poesia como teatro radiofónico, no cinema e no teatro. “Copenhaga”, no Teatro Aberto, com encenação de João Lourenço, foi a peça com que, em 2005, se despediu dos palcos após uma carreira de 60 anos. O grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, atribuído pelo então Presidente da República Jorge Sampaio, a Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Lisboa, o prémio Sophia de Carreira, da Academia Portuguesa de Cinema, e o Prémio António Quadros de Teatro constam também do palmarés da atriz.

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