Um deputado que concretiza um sonho e um secretário de Estado que volta a uma casa que conhece bem. A um ano das eleições legislativas, e no rescaldo da remodelação que veio com a saída de Azeredo Lopes do Ministério da Defesa Nacional, João Galamba deixa o Parlamento para assumir a pasta da Energia, no Ministério do Ambiente, e, avançou o DN, Francisco Ramos deixa a presidência do Conselho de Administração do Instituto Português de Oncologia para assumir a secretaria de Estado da Saúde.

Dois nomes que já se conhecem, algumas dúvidas que permanecem. Desde logo, na Defesa. Tal como o Observador noticiou, Marcos Perestrello, que até esta sexta-feira assumia essa secretaria de Estado, não foi chamado pelo novo ministro João Gomes Cravinho (que, de acordo com o Diário de Notícias, chamou um civil, o diplomata Paulo Lopes Lourenço, para chefiar o seu gabinete). Perestrello vai ocupar o seu lugar como deputado do PS no Parlamento e ainda não era público quem ficaria naquela secretaria de Estado na noite de segunda-feira.

Também ainda não se sabe quem a nova ministra da Saúde, Marta Temido, vai convocar para a sua equipa. A tomada de posse está marcada para esta quarta-feira, estando ainda em aberto os reforços que os novos ministros da Cultura e da Economia (no Ambiente, João Matos Fernandes mantém-se ao leme e absorve a Transição Energética) vão chamar para os respetivos ministérios.

Quanto aos nomes que já se conhecem, ainda em agosto, quando o PS negociava com os parceiros parlamentares a versão final do Orçamento do Estado para 2019, Francisco Ramos deixava recados aos líderes do PCP e do Bloco de Esquerda, num artigo de opinião publicado no Observador. “Cara Catarina Martins, para honrar a memória de João Semedo, e caro Jerónimo de Sousa, será mesmo mais importante baixar o IVA da eletricidade do que reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS)?”

João Galamba é vice-presidente da bancada parlamentar do PS e já foi porta-voz dos socialistas. Com a Transição Energética sob sua responsabilidade, Galamba terá de liderar as negociações entre o Governo e a EDP e conseguir que a energética volte a pagar a contribuição extraordinária sobre o setor.