PSP

Agente da PSP elogiado por escoltar condutor aflito até ao hospital. Diz que cumpriu apenas o seu dever

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Multa por excesso de velocidade? Não, escolta policial. Um agente da PSP escoltou ao Hospital de Santa Maria um pai que precisava de autorizar com urgência anestesia para a filha ser operada

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Um agente da PSP escoltou um condutor ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, quando este se dirigia para o local com urgência, para ir assinar o termo de consentimento a autorizar a administração de anestesia à sua filha. O caso aconteceu esta segunda-feira e foi partilhado no Facebook, quando Vítor Martins Romão publicou a história de uma viagem da qual dificilmente se esquecerá, onde elogiou com gratidão a ação do agente.

Quando regressava a Lisboa, Vítor Romão recebeu uma chamada de telefone a pedir que se apresentasse com urgência no Hospital de Santa Maria. A sua presença iria determinar se Margarida, a sua filha, seria ou não operada. Foi aqui que Vítor Romão, em “versão Pai Aflito”, como conta, ligou os quatro “piscas” do carro e conduziu a alta velocidade rumo ao Hospital.

Nessa altura, deu-se conta de que tinha uma mota da PSP atrás de si a mandá-lo encostar o carro à berma da estrada. Já parado, o agente dirigiu-se a Vítor e pediu-lhe os documentos, perguntando de seguida “o porquê na marcha de urgência e o tipo de condução”, segundo escreve no post. Vítor respondeu que tinha “uma filha à espera num bloco operatório de Santa Maria” e que ou o polícia o detinha naquele momento ou ele seguia o caminho com a mesma condução.

O agente da PSP respondeu em poucas palavras: “respire fundo, acalme-se e siga-me”. Dirigiu-se novamente à mota e escoltou-o até ao Hospital de Santa Maria, tendo seguido depois viagem.

Fiquei sem palavras. (…) Ele foi apenas a polícia. Foi apenas a instituição que representa. E eu e a minha filha, os cidadãos que ele jurou defender. E existem muitas formas de defender.”, escreveu Vítor Martins Romão no Facebook.

A história foi destacada agora pela PSP, no Facebook, que decidiu partilhar o “testemunho do cidadão Vítor Martins Romão. O Observador contactou a PSP e já confirmou a veracidade da história, embora a PSP possa avançar poucos detalhes sobre as circunstâncias em que tudo aconteceu — o agente, como é natural, não registou qualquer ocorrência: entendeu que estava apenas a cumprir o seu dever e não valorizou o episódio. O elemento da PSP, que tem vários anos de serviço na Divisão de Trânsito de Lisboa, não quis ser publicamente identificado.

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