Tiroteio

Tiroteio num restaurante da Califórnia faz 12 mortos. Atirador morreu e tinha 28 anos

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Um homem abriu fogo num restaurante da Califórnia onde decorria uma festa universitária e fez 12 vítimas mortais, incluindo um polícia. O atirador morreu, chamava-se Ian Long e tinha 28 anos.

Pelo menos 12 pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas após um homem ter disparado cerca de 30 tiros no interior de um restaurante na zona de Thousand Oaks, na Califórnia, Estados Unidos. O restaurante fica a cerca de 65 quilómetros da baixa de Los Angeles e estava a decorrer uma festa universitária na altura dos disparos.

A imprensa norte-americana, que cita fontes policiais, adianta entretanto que o atirador foi encontrado morto dentro do estabelecimento e que uma das vítimas mortais é o sargento Ron Helus, um polícia com 29 anos de carreira que foi “atingido várias vezes” quando entrou no restaurante para imobilizar o atirador e estava a planear reformar-se no próximo ano. Muitos dos estudantes que estavam dentro do restaurante eram sobreviventes do tiroteio num festival de Las Vegas, há pouco mais de um ano, que resultou em 58 vítimas mortais.

A polícia já revelou entretanto que o atirador se chamava Ian Long, tinha 28 anos e estava armado com uma arma semi-automática de calibre 45. Foi identificado como sendo “um homem branco muito tatuado” e terá chegado ao restaurante ao volante do carro da mãe. Estava todo vestido de preto, com um gorro e a cara parcialmente tapada. A CNN avança que se trata de um ex-soldado.

Ian Long tinha ferimentos de bala quando as autoridades o encontraram, já morto, dentro do estabelecimento, mas a polícia diz que “ainda é muito cedo” para afirmar que o atirador se suicidou. As pessoas que estavam dentro do restaurante, o Borderline Bar & Grill, esconderam-se nas casas de banho do estabelecimento e debaixo das mesas e algumas conseguiram fugir através das janelas do restaurante: atiraram os bancos do bar para partir os vidros e saltar. O atirador, armado com uma arma semi-automática, continuou a disparar já depois de a polícia ter chegado ao local. “É um cenário horrífico. Há sangue por todo o lado”, disse um polícia à CBS News.

O atirador terá disparado sobre um segurança para depois detonar uma bomba de fumo, de forma a entrar no estabelecimento. Pelo menos quatro ambulâncias foram chamadas ao local. Uma cadeia de televisão norte-americana entrevistou uma pessoa que estava dentro do restaurante quando o tiroteio começou, conseguiu fugir e descreveu o que se passou.

“Eu estava mesmo ao pé da entrada e estava a preparar-me para sair. Entrou algum fumo. Ele disparou o primeiro tiro. Percebi que era real. Baixei-me, abriguei-me e quando olhei para cima ele estava a dirigir-se para a direita. Atingiu o porteiro. Atingiu a pessoa que estava ao balcão, uma miúda, e começou a dirigir-se para a direita. Não estava a olhar para nós. Entrou no escritório onde estava o dinheiro. Não disse nada. Só começou a disparar. Devia ter ficado mas estava preocupado com o meu rapaz. Peço desculpa a todos os que ficaram feridos. São todos jovens. Isto não devia ter acontecido”, referiu o indivíduo, visivelmente emocionado.

A imprensa norte-americana dá conta de que 11 vítimas com ferimentos menores já abandonaram os hospitais. Oito delas foram assistidas no Adventist Health Simi Valley e as outras três, que sofreram cortes enquanto fugiam do tiroteio, foram vistas no St. John’s Regional Medical Center. Todas elas deixaram as unidades de saúde pelo seu próprio pé.

Donald Trump já reagiu ao tiroteio através do Twitter. O presidente dos Estados Unidos disse que foi “totalmente informado sobre o terrível tiroteio na Califórnia”. “Grande bravura demonstrada pela polícia. Que Deus abençoe todas as vítimas e as famílias das vítimas. Obrigado às autoridades”, acrescentou Trump.

O presidente norte-americano ordenou, entretanto, que a Casa Branca colocasse a bandeira a meia haste “como sinal de respeito solene pelas vítimas do terrível ato de violência perpetrado em Thousand Oaks, na Califórnia”, disse, num comunicado divulgado pela CNN. “Ordeno que a bandeira dos Estados Unidos seja colocada a meia haste na Casa Branca e em todos os edifícios públicos, em todos os postos militares e estações navais, e em todos os navios da Marinha do Governo Federal no Distrito da Columbia e em todos os Estados Unidos e nos seus territórios e possessões até ao por do sol de dia 10 de Novembro”, anunciou Donald Trump.

Entretanto, a imprensa americana avança que alguns dos estudantes afetados pelo tiroteio eram da Universidade Luterana da Califórnia. “A comunidade luterana está de luto pelo que aconteceu na noite passada. Sabemos que alguns dos nossos estudantes estavam lá”, disse a porta-voz da instituição, Karin Grennan, citada pela CNN. A universidade cancelou as aulas marcadas para esta quinta-feira.

O sargento Ron Helus, o herói que estava à beira da reforma

O sargento Ron Helus, uma das vítimas mortais do tiroteio num restaurante da Califórnia, tinha 29 anos de carreira e planeava reformar-se no próximo ano. O polícia foi um dos primeiros agentes a chegar ao local: quando chegou ao Borderline Bar & Grill, ainda se ouviam tiros. Ron Helus foi o primeiro a entrar no restaurante, com o objetivo de neutralizar o atirador, mas acabou por ser atingido várias vezes e morreu no hospital cerca de uma hora depois de sofrer os ferimentos.

“Era um sargento dedicado e trabalhador. Estava completamente dedicado. Deu tudo o que tinha. Hoje, tal como disse à mulher dele, morreu um herói porque ele entrou para salvar vidas, para salvar outras pessoas”, disse Geoff Dean, o xerife da região, na declaração que fez à comunicação social. Ron Helus era casado e tinha um filho.

O sargento Ron Helus foi atingido várias vezes quando entrou no restaurante para imobilizar o atirador

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