Acidentes e Desastres

Encontrado segundo corpo na pedreira em Borba

323

Corpo do segundo trabalhador que seguia retroescavadora na altura da derrocada foi retirado da pedreira de Borba. Será João Xavier, de 58 anos. Proteção Civil avisa que mais resultados podem demorar.

O corpo da vítima mortal estava debaixo de terra e pedras e coberto por água

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O corpo do segundo trabalhador que morreu soterrado na pedreira de Borba já foi retirado. Em comunicado, a Proteção Civil informou que a vítima mortal foi localizada “cerca das 21h”, na sequência das “operações de busca em curso”. “Os operacionais procederam já à remoção do cadáver, depois de terem removido os escombros que soterravam o corpo da vítima.”

Tratar-se-á de João Xavier, um dos dois homens que seguiam na retroescavadora que foi arrastada durante o desabamento do troço que ligava a localidade a Vila Viçosa, na segunda-feira. O corpo do colega, Gualdino Pita, que ia com ele no veículo, foi retirado na terça-feira. João Xavier, de 58 anos, era natural de Pardais, freguesia de Vila Viçosa.

Os trabalhos prosseguem este domingo, mas o comandante da Proteção Civil de Évora já sinalizou que que os resultados podem demorar e moderou as expetativas. “A acessibilidade de veículos e equipamentos aquela pedreira é muito limitada e, por outro lado, a previsão meteorológica para as próximas horas aponta para precipitação”, disse José Ribeiro.

Há três presumíveis vítimas desaparecidas. O principal desafio às equipas de resgate é a água e a lama que ainda estão no fundo de uma das pedreiras e que dificultam a visibilidade. A pedreira mais pequena já foi esvaziada, mas a cavidade de maior dimensão da exploração que estava desativada continua com água a é aí que se vão focar as buscas pelas viaturas desaparecidas. A drenagem pode ser reforçada nos próximos dias. Os jornalistas foram pela primeira vez autorizados a entrar no perímetro em que os trabalhos estão a ser desenvolvidos.

Ao que o Observador soube, os cães assinalaram a zona onde estava a segunda vítima mortal na quinta-feira à noite e voltaram a fazê-lo na sexta-feira. “A descoberta do corpo foi feita no plano de água que tem estado a ser drenado desde a passada terça-feira”, explicou a Proteção Civil.

O resgate, subaquático, foi demorado por se tratar de uma operação especialmente delicada. Além de estar presa debaixo de terra e pedras, a vítima mortal encontrava-se também debaixo de água.

Na operação de resgate estiveram envolvidos elementos dos Bombeiros, da Força Especial de Bombeiros da ANPC e do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR. “Os binómios de Grupo de Intervenção Cinotécnica da GNR foram fundamentais na operação de localização do corpo”, referiu ainda a Proteção Civil, adiantando que no domingo de manhã, pelas 11h, haverá um novo briefing no Quartel de Bombeiros de Borba.

No último ponto da situação, feito ao início da noite deste sábado, o Comandante Operacional Distrital de Évora, José Ribeiro, tinha adiantado que a ação de desobstrução junto à máquina acidentada, onde se acreditava estar o corpo do trabalhador, iria continuar até por volta das 21h ou 22h. Na mesma conferência de imprensa, José Ribeiro adiantou que, apesar dos esforços, ainda não tinha sido possível encontrar nenhuma das duas viatura desaparecidas, onde seguiam três pessoas.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)