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Os autodenominados “coletes amarelos portugueses” têm concentrações previstas para várias cidades do país esta sexta-feira — e, dois dias antes de avançarem para a rua, deram a conhecer, com algum detalhe, ao que vêm afinal. Na sua longa lista de reivindicações há medidas vagas, outras difíceis de aplicar e outras ainda que esbarram mesmo na Constituição.

Na sua “missiva-manifesto”, o grupo diz ser um “movimento pacífico apartidário, sem fins lucrativos, de união e apoio a todos os grupos e indivíduos vulgo ‘colete amarelo’ que estejam insatisfeitos com os variados problemas da atualidade no nosso país” — o movimento chegou a ser colado ao Partido Nacional Renovador, de extrema-direita, que veio apoiá-lo garantindo que não o promove. O grupo garante também que não se cinge “a uma doutrina ou filosofia, mantendo assim a liberdade cívica individual”, diz que se inspira no “movimento de manifestantes em França” e afirma ser contra o “resultado da irresponsabilidade governamental vivida à [sic] anos”. E ainda que a sua intenção “é dar voz aos portugueses de forma unânime e organizada”. Jura ainda que não tolera “qualquer tipo de violência, vandalismo ou danos”.

O texto de seis páginas refere oito áreas em que este grupo considera que deve haver intervenção imediata, tendo sido dado a conhecer através da conta de Facebook (“Movimento Coletes Amarelos Portugal”) que o movimento tem usado para as suas principais comunicações. O Observador leu cada um dos pontos e, cruzando dados e a opinião de especialistas, analisou cinco medidas concretas em que o grupo apresenta algum tipo de quantificação que permite escrutinar a sua viabilidade.

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