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Bugatti

Incrível! Veja o que suportam as maxilas do Chiron

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A travagem de um superdesportivo, capaz de superar 420 km/h, é um dos seus pontos mais delicados. A Bugatti produz as suas maxilas numa impressora 3D e está a testá-las para ver se aguentam o esforço.

Quando um veículo pesa mais de duas toneladas e é capaz de atingir 420 km/h – e em breve 465 km/h, assim que a Michelin disponibilizar pneus que suportem esta velocidade – o esforço a que os seus discos de travão e maxilas estão sujeitos é uma coisa quase do outro mundo. E depois, face ao tipo de veículo em causa, que é muito provavelmente o superdesportivo convencional mais rápido, mais veloz e mais sofisticado do momento, o sistema de travagem tem de conseguir parar rapidamente o Bugatti Chiron. Mesmo numa utilização em pista, com travagens frequentes a partir de velocidades muito elevadas.

Para optimizar o sistema com que equipa o Chiron, a Bugatti recorreu ao novo centro de impressão do Grupo Volkswagen. E não estamos a falar de imprimir documentos ou fotografias, uma vez que em causa está a impressão de peças em 3D em metal, que têm de ser leves, mas sobretudo resistentes. Se o centro de impressão vai trabalhar para todas as marcas do conglomerado germânico, para a Bugatti está já a produzir as complexas maxilas de travão, também conhecidas como pinças.

Para se certificar que elas estão à altura do considerável esforço que as espera, tanto em termos de pressão como de temperatura, discos e maxilas são montados num banco de ensaios e torturados ao máximo. Acelerações sistemáticas, até aos 375 km/h, seguidas de travagens a fundo até a velocidade cair abaixo dos 100 km/h, uma vez após outra.

Se antes da primeira travagem a maxila está próximo da temperatura ambiente (30ºC), na segunda vez que se solicita o travão a maxila já arranca nos 400ºC. Contudo, a situação piora ainda mais na terceira travagem, em que a temperatura inicial ronda uns impressionantes 600ºC, para depois ultrapassar os 1.000ºC durante o esforço seguinte. É nesta fase que a maxila e o respectivo disco (felizmente de carbocerâmica, em vez de aço, para resistir melhor a estes maus tratos) parecem ficar incandescentes, projectando uma chuva de fagulhas que é no mínimo assustadora. Mas nada que pareça pôr em perigo a maxila, que continua de pedra e cal, ainda que fosse interessante saber o que aconteceria caso o esforço fosse prolongado.

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