Rádio Observador

Lua

Rover chinês já circula no lado oculto da Lua

O veículo que a China enviou para o lado oculto da Lua na nave que pousou na quinta-feira já saiu da rampa do módulo e está a mover-se na superfície lunar.

CNSA / HANDOUT/EPA

O veículo que a China enviou para o lado oculto da Lua na nave que pousou na quinta-feira já saiu da rampa do módulo e está a mover-se na superfície lunar.

Segundo a agência de notícias AP, o Rover Jade Rabbit 2 ou também chamado  Yutu 2, iniciou o passeio pela superfície na noite de quinta-feira, cerca de 12 horas após uma nave chinesa ter pousado pela primeira vez no “lado escuro” da Lua, aquele que nunca é visto da Terra. A saída do Rover foi confirmada com uma fotografia divulgada pela Agência Espacial Chinesa. Foi ainda partilhado um curto vídeo no Twitter da estação televisiva china.

O Jade Rabbit 2 tem seis rodas, todas com potência para que possa continuar a operar mesmo que uma delas falhe. Pode subir uma colina de 20 graus ou obstáculos de até 20 centímetros de altura. A velocidade máxima é de 200 metros por hora.

É um pequeno passo para o Rover, mas um passo gigante para a nação chinesa”, disse Wu Weiren, responsável do projeto, citado pela emissora estatal CCTV. “Este passo de gigante é decisivo para a nossa exploração do espaço e conquista do universo”, acrescentou.

Segundo a agência de notícias chinesa, citada esta sexta-feira pelo The Guardian, a sonda levou uma pequena planta chamada arabidopsis que é expectável que origine a primeira flor a nascer na lua. Além disso, também está previsto uma mini-biosfera de batatas, algodão, colza – uma planta de cujas sementes se extrai o óleo de colza -, mosca de fruta e fermento.

Explorar o cosmos do lado oposto da Lua poderá eventualmente ajudar os cientistas a perceber melhor os primeiros dias do sistema solar e até mesmo o nascimento das primeiras estrelas. Esta missão pode dar ainda novas pistas sobre o cataclismo de colisão que originou a lua, a sua evolução e como é que há tanta abundância de água no solo. Mas, isto só será possível através da realização de testes no solo lunático.

O objetivo desta sonda passa por testar o crescimento de plantas, captar sinais de radiofrequência,  normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre e, ao mesmo tempo, e testar vestígios do Big Bang. As primeiras imagens da alunagem foram divulgadas esta quinta-feira.

O lado oculto da Lua é muitas vezes chamado de “lado escuro” por ser relativamente desconhecido, mas não porque não receba luz solar. Os Estados Unidos, a antiga União Soviética e a China enviaram naves espaciais para o lado da Lua virado para a Terra, mas a China foi o primeiro país a enviar uma sonda para o lado mais distante.

Os cientistas chamam precisamente o lado mais distante ao lado comummente chamado de “escuro”, ou “negro”, porque na verdade quando da Terra se vê a Lua Nova o Sol está a brilhar do outro lado, o lado que nunca se vê a partir da Terra.

“O outro lado vê o sol por vezes. O outro lado não é negro, é apenas longe”, disse o astrónomo Avi Loeb, acrescentando que falar do lado escuro da Lua “é um erro”.

O mito de que a Lua tem um lado sempre escuro surgiu de um programa de televisão em 1955 e foi popularizado com o álbum “The Dark Side of the Moon”, do grupo musical Pink Floyd.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)