Um McLaren Senna foi devorado pelas chamas. No processo, o dono viu arder cerca de 838.000€, o valor exigido por cada uma das 500 unidades do superdesportivo que a marca britânica se propôs produzir, em homenagem ao tricampeão brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna.

Não é a primeira vez que um veículo com motor de combustão interna é consumido pelo fogo. Basta recordar que também arderam unidades do Ferrari 458 Italia ou o Porsche 911 GT3, antes dos respectivos fabricantes convocarem uma chamada às oficinas para resolver a falha que originava o deflagrar do incêndio. Sucede que, neste caso, a McLaren continua sem pronunciar-se sobre o tema, pelo que as causas ainda são desconhecidas.

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Sabe-se, isso sim, que a unidade em questão não esteve envolvida em qualquer acidente. Era propriedade de Alejandro Salomon, mexicano que se mudou para os Estados Unidos da América com 19 anos e que hoje, aos 34 anos de idade, é senhor de uma fortuna avaliada em 25 milhões de dólares. Salomon, além de produtor, tem um canal no YouTube onde é seguido por quase 3 milhões de pessoas e foi aí que revelou o que aconteceu ao Senna que lhe tinha sido entregue há 11 dias. Antes de ficar reduzido a cinzas, o superdesportivo marcava apenas 650 km.

Tudo indicando que este episódio foi motivado por uma deficiência técnica e não por má utilização, resta aguardar que a McLaren quebre o silêncio – ou para assumir as culpas ou para se isentar delas. Seja como for, Salomon não pode voltar a ter um Senna, pois as restantes 499 unidades têm já comprador. A não ser que o fabricante britânico tente extinguir este episódio oferecendo-lhe o Senna 501.