Sondagens

Sondagem: PSD em crise e com queda das intenções de voto e Aliança com 4% das preferências

201

Eurosondagem diz que portugueses não rejeitam cenário de maioria absoluta do PS, mas intenções de voto caem. PSD atinge mínimos históricos. Aliança registou 4% das preferências dos inquiridos.

HUGO DELGADO/LUSA

O resultado mais baixo de Rui Rio desde que está na liderança do PSD, números satisfatórios para o novo partido de Santana Lopes e uma quebra do PS nas intenções de voto. As conclusões foram retiradas do estudo da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC, divulgado esta sexta-feira, e mostram como os portugueses se sentem em relação a cada partido.

Começando pelo PSD, que está debaixo dos holofotes depois de Luís Montenegro ter desafiado a liderança de Rui Rio, os resultados fixam-se nos 24,8% de intenções de voto, uma queda de dois pontos percentuais em relação à última sondagem e, a confirmar-se, o pior resultado dos sociais-democratas numas eleições legislativas desde 1976, ano em que Sá Carneiro teve 24,3%.

Quem ganha força na primeira sondagem em que participa é o partido Aliança, de Santana Lopes, que registou 4% das preferências dos portugueses. Citado pelo Expresso, Rui Oliveira e Costa, da Eurosondagem, revelou que se o partido do ex-social-democrata conseguir alcançar estes valores nas eleições Europeias, em maio, consegue eleger Paulo Sande para o Parlamento Europeu.

Na altura em que Rui Rio entrou na liderança do PSD, as intenções de voto estavam nos 26,9%, de acordo com a Eurosondagem. Ainda no mesmo estudo divulgado esta sexta-feira, foi perguntado aos portugueses o que achavam da proposta do PSD para a reforma da justiça — que quer colocar o poder político a mandar nos órgãos de gestão e disciplinares das magistraturas através de uma “maioria efetiva de cidadãos”. E aqui há uma divisão: apesar de 42,9% dos inquiridos responder que aceita a ideia de Rui Rio, 40,4% diz não concordar com a proposta e 16,7% disse não saber ou não quis responder.

Do lado do PS de António Costa, a Eurosondagem revela que 55,7% não rejeita um cenário de maioria absoluta, apesar de 30,9% assumir que seria indiferente e apenas 26,8% achar que seria bom para o país. 30,7% diz ser negativo existir um Executivo socialista. Ainda que a maioria absoluta do PS seja uma hipótese relativamente aceite pelos portugueses, o inquérito revela que o PS registou uma queda de 1,8 pontos percentuais nas intenções de voto, para 40%.

Já o CDS, ao contrário do PSD, não foi afetado pela chegada do novo partido de Santana Lopes. Os centristas continuam com as intenções de voto perto dos 7%. Na esquerda, PCP e Bloco de Esquerda também mantêm os valores das intenções de voto.

Sobre os líderes portugueses, uma sondagem da Aximage para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã, revelou que a popularidade do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está em queda desde maio de 2018. Já o primeiro-ministro António Costa recuperou o primeiro lugar pódio de líderes partidários com melhor avaliação. Depois de, em dezembro, o lugar ter sido ocupado por Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, e por Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, Costa volta a ser o líder mais popular com uma nota de 10,2.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)