Volkswagen

VW adopta estratégia da Tesla e oferece Elli

É cada vez mais evidente que a mobilidade eléctrica não passa apenas pelos automóveis eléctricos. É preciso fomentar o armazenamento e a produção de energia, sendo aqui que entra a Elli da Volkswagen.

A Elli, que segundo o seu CEO, Thorsten Nicklass, deriva de Electric Life, visa tornar mais simples e mais barata a vida dos automobilistas que optem pela mobilidade eléctrica. E, pela forma como a situação está a evoluir na Europa, em 2030 mais de 30% dos veículos vendidos têm de ser 100% eléctricos – só assim será possível cumprir as cada vez mais restritas emissões de CO2 –, valor que irá continuar a subir nos anos seguintes. Consciente desta realidade, a Volkswagen está a tentar encontrar formas de suavizar a adopção desta tecnologia, bem como baixar a factura que ela, necessariamente, não deixará de impor.

Para isso, a marca alemã criou a Elli Group GmbH, cujo objectivo é propor wallboxes e outros tipos de postos de carga, sistemas de gestão de energia, microgeração de electricidade através de painéis fotovoltaicos, além de se colocar no mercado como fornecedor de energia green. Este tipo de propostas deverá ser bem aceite pelos clientes da marca, ao mesmo tempo que poderá colocar um sorriso na cara de Elon Musk, pois foi ele quem se antecipou a tudo isto quando criou a SolarCity em 2006, que posteriormente integrou na Tesla.

Os automóveis eléctricos a bateria vão mudar a forma como nos relacionamos com a energia, pelo menos no que respeita à mobilidade. Acabam-se as idas à bomba para abastecer mas, em compensação, inicia-se uma série de outras actividades, a começar pela recarga da bateria.

É bom ter presente que o incremento das vendas de veículos eléctricos, agora muito bem visto pelos governantes uma vez que melhora a qualidade do ar e reduz a importação de crude, com todas as vantagens que daí advêm, vai provocar-lhes em breve umas fortes dores, se não na cabeça, pelo menos nos cofres do Estado. Tudo porque à medida que aumente o número de automóveis eléctricos e diminuam os outros, a gasolina ou a gasóleo, o encaixe resultante da cobrança dos impostos sobre os produtos petrolíferos vai igualmente cair, obrigando os Governos a encontrar novas fontes de receita, necessariamente associadas ao consumo de energia eléctrica.

É esta situação que, a prazo, vai levar cada vez mais pessoas a adoptar sistemas particulares que lhes permitam armazenar energia durante a noite, quando ela é excedentária e mais barata, através de baterias estacionárias, para depois utilizá-la durante o dia para iluminação, aquecimento e, até, para recarregar o carro. Uma fase mais avançada desta mesma solução visa transformar cada um de nós em produtores de electricidade, montando painéis solares – ou telhas que desempenham a mesma função – no telhado das vivendas e prédios, armazenando a energia aí produzida para depois ser utilizada pela família e respectivos veículos. Esta solução é boa para a carteira de cada um, se ou quando for proposta por valores competitivos, em termos de custos e de juros. Sendo igualmente muito interessante para o país, uma vez que quando mais microprodutores de energia existam, menos barragens, parques eólicos e parques fotovoltaicos o Estado tem de construir ou subsidiar. E é bom ver os fabricantes de automóveis preocupados em algo mais do que apenas vender meios de transporte, abrindo os olhos para o panorama global.

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