A polícia moçambicana apresentou esta sexta-feira em Nampula três ugandeses suspeitos de serem os líderes dos grupos armados que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado, norte de Moçambique. “Estes são os cabecilhas do grupo de malfeitores que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado”, disse Zacarias Nacute, porta-voz da Polícia moçambicana em Nampula, norte de Moçambique, durante uma conferência de imprensa.

O grupo, que assume ter ligações com o grupo extremista Al-Shabaab em Uganda mas nega o envolvimento nos ataques armados em Cabo Delgado, é composto por dois homens e uma mulher, que, segundo a polícia, seria a esposa de um dos líderes dos desconhecidos que têm protagonizado ataques em pontos recônditos daquela província.

“Através do cruzamento de informações obtidas no interrogatório deles foi possível desativar alguns acampamentos dos malfeitores”, acrescentou Zacarias Nacute, que não detalha a circunstância da detenção do grupo.

Um dos suspeitos disse à imprensa que o grupo viajou de Uganda para Moçambique para encontrar o seu líder, que estaria escondido nas matas da província de Cabo Delgado e supostamente a liderar os ataques: “Eu sou o líder de um dos grupos do Al-Shabaab na Uganda, mas não faço parte dos grupos que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado. Nós viemos para Moçambique para resgatar o nosso líder que foi capturado”, afirmou.

Grupos armados até agora desconhecidos têm realizado atos de violência em vários distritos da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, desde outubro de 2017, tendo causado pelo menos 140 vítimas mortais.