Luís Marques Mendes

CGD. Marques Mendes afirma que “na prática” crimes prescreveram

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O comentador defendeu a necessidade de se criar uma nova Comissão de Inquérito Parlamentar para que, pelo menos, se possam apurar as responsabilidades políticas, institucionais e operacionais.

O ex-líder do PSD criticou ainda o "abuso" que se fez do segredo bancário, no seu espaço de comentário semanal na SIC

MÁRIO CRUZ/LUSA

O comentador e ex-líder do PSD Luís Marques Mendes afirmou este domingo, no seu espaço de comentário semanal na SIC, que os eventuais crimes cometidos durante a gestão de antigas administrações da Caixa Geral de Depósitos (CGD), “na prática” já prescreveram.

Provavelmente, algumas destas matérias deviam dar processos crime por gestão danosa. O problema é que, na prática, já prescreveram, já prescreveram”, disse Marques Mendes.

Nesse sentido, o comentador defendeu a necessidade de se criar uma nova Comissão de Inquérito Parlamentar para que, na impossibilidade de se apurar as responsabilidades criminais, se possam apurar as “responsabilidades políticas, institucionais, organizativas e operacionais”.

Marques Mendes criticou a luta partidária, sobretudo entre o PSD e PS, em torno de um caso que considera vergonhoso e “de polícia”. “Há culpa de muita gente. Uns mais do que outros mas todos têm culpas no cartório“, disse o ex-líder do PSD.

O comentador criticou ainda o “abuso” que se fez do segredo bancário, considerando que este serve para proteger os depositantes e devedores “mas que estão a cumprir” e não os “incumpridores”, os “gestores irresponsáveis e más práticas de gestão”. Marques Mendes defendeu que, por isso, a versão definitiva da auditoria deve ser divulgada “de imediato”, ao Parlamento e ao país, “quanto muito suprimindo os nomes dos beneficiários para que tudo fique clarificado”.

Jamaica. “Houve dois incendiários: uma deputada e um assessor parlamentar do Bloco de Esquerda”

Quanto aos incidentes no Bairro da Jamaica, Marques Mendes defendeu que não se deve “encobrir” o que se passou, mas também “não generalizar”: considera que houve violência em casos pontuais, “provavelmente” houve alguns cidadãos africanos a causar desacatos e considerou que “provavelmente” tenha havido um excesso da polícia”, embora não se deva “confundir a árvore com a floresta”.

Também no plano político, o comentador apelou a que não se façam generalizações. Marques Mendes considerou que “houve dois incendiários: uma deputada do Bloco de Esquerda, e um assessor parlamentar do Bloco de Esquerda” no caso. “Também aí não generalizo porque, por exemplo, a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, foi uma pessoa moderada”, disse, considerando que todos os partidos “genericamente” se comportaram com “sentido de responsabilidade”.

Mas o confronto entre o primeiro-ministro, António Costa, e a líder do CDS, Assunção Cristas, não é, para o comentador, um caso único e isolado: “António Costa anda a ficar muito nervoso. Não é neste debate parlamentar, é nos vários. O primeiro-ministro anda a ficar irritado, perturbado”. “O primeiro-ministro não devia ter perdido as estribeiras “, disse ainda.

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