Hungria

Primeiro-ministro da Hungria diz que a União Europeia quer “acabar com as nações” tal como o comunismo

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Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, acusou a União Europeia de querer acabar com as nações, tal como o regime comunista que governou o país: "Querem outra vez um mundo sem nações".

Viktor Orban é primeiro-ministro da Hungria desde 2010

SZILARD KOSZTICSAK/EPA

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, acusou este domingo a União Europeia (UE) de querer acabar com as nações, tal como o regime comunista que governou o país até há 30 anos.

Há 30 anos pensámos que tínhamos deitado para o lixo o pensamento comunista, que defende o fim das nações. Parece que nos enganámos […] Querem outra vez um mundo sem nações”, disse o dirigente nacionalista perante centenas de apoiantes.

“A cúpula do internacionalismo hoje é Bruxelas e o seu instrumento é a imigração”, acrescentou Orbán num discurso em Budapeste.

“Bruxelas tem um plano de sete pontos para transformar a Europa num continente de imigração”, alegou, precisando que esse plano inclui um novo sistema de repartição de migrantes, o enfraquecimento da defesa das fronteiras nacionais e a introdução de vistos de imigração.

Viktor Orbán, que apresentava os temas da campanha para as eleições para o Parlamento Europeu de maio próximo, disse-se certo de que os “eleitores darão a sua opinião” sobre estes temas.

O primeiro-ministro húngaro acusou repetidamente a UE de encorajar a imigração e criticou repetidamente o milionário e filantropo norte-americano de origem húngara George Soros, alvo frequente dos seus ataques.

Enquanto Orbán discursava centenas de pessoas protestaram junto da sede de governo contra as políticas nacionalistas do primeiro-ministro.

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