Animais

“Patrulha Gato” entra em ação este mês em Lisboa

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O programa "Patrulha Gato" tem como principal objetivo a recolocação de "colónias de gatos em risco", com a sua devolução aos locais de origem, em zonas "com queixas sobre a presença de roedores".

A Animais de Rua lembra que a presença dos gatos se "revela dissuasora do surgimento de várias espécies de roedores, incluindo ratos e ratazanas"

Patrick Pleul/EPA

O programa “Patrulha Gato”, aprovado pela Câmara de Lisboa e que prevê a recolocação de colónias de gatos silvestres para combater a presença de ratos e ratazanas na cidade, arranca este mês, informou esta sexta-feira a Associação Animais de Rua.

Em comunicado, a Animais de Rua esclarece que o programa tem como principal objetivo a recolocação de “colónias de gatos em risco”, com a sua devolução aos locais de origem, em zonas “com queixas sobre a presença de roedores”.

A Animais de Rua lembra que a presença dos gatos se “revela dissuasora do surgimento de várias espécies de roedores, incluindo ratos e ratazanas”.

Citada na nota, a provedora dos Animais de Lisboa, Marisa Quaresma dos Reis, considera que, “além de ser um método extremamente eficaz no afastamento de ratos”, esta é “uma solução muito pedagógica e com grande potencial de sensibilização junto da comunidade”.

Marisa Quaresma dos Reis sublinha que o programa “Patrulha Gato” apoia o trabalho da área da higiene urbana no controlo de ratos, sem impacto ambiental e sem riscos para a saúde humana.

A provedora defende que é “necessário encontrar soluções humanas, éticas e úteis à cidade”, de modo a garantir o bem-estar dos munícipes e o “respeito pela natureza silvestre dos animais alvo de intervenção CED [capturar-esterilizar-devolver]”, recordando que a gestão de gatos vadios não deve passar apenas “pela sua captura, esterilização e devolução ao local de origem”.

No comunicado, a presidente da Associação Animais de Rua, Maria Pinto Teixeira, também refere que o “Patrulha Gato” será importante no “controlo da presença de outras espécies cuja população possa implicar riscos para a saúde pública”.

Maria Pinto Teixeira sublinha que esta é uma “forma mais ética e mais ecológica do que as medidas atualmente implementadas”, podendo ser depois reproduzida noutras cidades.

Segundo o comunicado, “os pedidos de acolhimento de gatos silvestres podem ser feitos por particulares ou organismos públicos, ou colocados, a pedido da direção de Higiene Urbana, em locais públicos sinalizados com excesso de ratos e onde não haja impedimento logístico ou legal à colocação de gatos”.

A associação recorda que os munícipes que tenham condições e respeitem os animais também podem acolher gatos silvestres, fazendo um pedido direto à autarquia.

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