O governo húngaro anunciou esta terça-feira que revelará aos cidadãos os planos da União Europeia para forçar os Estados-membros para receber mais imigrantes, uma teoria conspirativa que Bruxelas tem negado.

O secretário de Estado da Comunicação húngaro, Zoltán Kovács, disse esta terça-feira que enviará uma carta aos cidadãos denunciando os planos que a União Europeia está a preparar, destinados a obrigar os Estados-membros a aceitar um número elevado de imigrantes, acrescentando que “os burocratas de Bruxelas” já admitiram esse “complot”.

A Comissão Europeia enviou ontem uma outra carta, negando a existência desse plano e recordando que as decisões sobre a aceitação de imigrantes são da responsabilidade de cada um dos 28 Estados-membros.

Nas passadas semanas, o governo húngaro colocou cartazes nas ruas, mostrando o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o bilionário filantropo americano George Soros (de origem húngara), acusando-os de serem responsáveis por um plano de facilitação de entrada de imigrantes e do enfraquecimento das fronteiras europeias.

Em resposta, o porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, disse na semana passada que a teoria da conspiração é “peculiar” e que os húngaros “merecem factos e não ficção”.

Também vários líderes europeus, incluindo a chanceler alemã, Angela Merkel, já rejeitaram a campanha do governo húngaro, considerando-o “totalmente infundado”.