O Presidente francês, Emmanuel Macron, está em visita oficial a Espanha desde terça-feira, onde se encontrou com a família real espanhola e com o primeiro-ministro, Pedro Sánchez. Contudo, durante a sua estada em Madrid, Macron sofreu um revés diplomático pela mão da direita espanhola. O PP convocou uma sessão extraordinária no Senado espanhol, onde tem maioria absoluta, para votar contra uma ratificação do tratado de amizade entre os dois países apoiada pelo PSOE de Sánchez.

O primeiro-ministro espanhol desculpou-se publicamente pelo resultado da votação, na conferência de imprensa conjunta com Macron, e criticou a convocação de um plenário extraordinário pelo PP. Macron também “lamentou” o chumbo da proposta no Senado espanhol, mas mostrou-se confiante na aprovação futura da proposta. “É mais um contratempo do que um drama”, disse o Presidente francês segundo o El País.

A proposta em causa previa que os governos de Espanha e França convidassem, a cada três meses, um ministro do executivo do país vizinho a participar no Conselho de Ministros. O PP mostrou-se contra a proposta e pediu ao Tribunal Constitucional espanhol para avaliar a constitucionalidade da mesma. O tribunal pronunciou-se contra a inconstitucionalidade da medida, mas o partido de Alberto Núñez Feijóo não mudou de posição. O Vox acompanhou o voto contra, apesar de a maioria do PP ter garantido à partida o chumbo da medida no Senado.

Pedro Sánchez sublinhou que “até os juízes conservadores” do Constitucional não se mostraram contra a alteração do acordo diplomático com França. “Não sei que estratégia de boa vizinhança têm o PP e o Vox. Não se trata de um tratado entre o governo do Presidente da República francesa e o malvado primeiro-ministro Sánchez. É um tratado entre França e Espanha”, argumentou.

De qualquer maneira, o primeiro-ministro espanhol vincou a importância da relação bilateral e assinalou que os dois países “compartilham” uma visão de Europa, contra uma “corrente” que quer os europeus a renunciarem aos seus valores. “Espanha e França representam essa resistência europeia aos inimigos do continente e do modelo europeu”, terminou.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]