O antigo ministro do governo de Pedro Passos Coelho, Miguel Poiares Maduro, vai integrar a lista do PSD ao Parlamento Europeu no 29º lugar, o último lugar da lista. A lista tem 21 nomes efetivos (o número de eurodeputados que Portugal tem no hemiciclo europeu) e mais oito suplentes. O último desses suplentes é Poiares Maduro. Fonte oficial do PSD explicou que este foi o lugar escolhido por Miguel Poiares Maduro para dar um “apoio simbólico” à lista. O lugar em que segue os Açores promete ser a pequena polémica do Conselho Nacional que decorre esta quarta-feira em Coimbra.

O secretário-geral do PSD, José Silvano, falou à margem da reunião da Comissão Política Nacional — que decorre no Hotel D. Inês, também em Coimbra — para confirmar que, se a proposta da direção for aprovada, a indicada pela Madeira, Cláudia Monteiro Aguiar, ficará em sexto lugar. O secretário-geral começou por explicar que a Comissão Política Nacional vai votar um “princípio” aprovado “há dois meses pela comissão permanente [o órgão de cúpula do partido, uma versão reduzida da CPN]” que estabeleceu: “Em relação às regiões autónomas apenas uma delas indicava um nome para os seis primeiros da lista, que coincidem com os deputados eleitos pelo PSD há cinco anos, e o outro indicaria o outro nome para um lugar relevante, que no caso foi o oitavo”.

Ora, este princípio, explica Silvano, não foi pacífica. Segundo o secretário-geral, a “Comissão Política Regional respondeu a esta decisão, dizendo que a Comissão Política Permanente não teria a legitimidade total para aprovar esta decisão” é por isso que este vai ser submetido a “ratificação” na Comissão Política Nacional.

José Silvano destacou que isto não é nada pessoal contra o anterior presidente da Assembleia da República, já que “o princípio quando foi estabelecido não tinha nome, nem tinha o dr. Mota Amaral, nem tinha nenhum, era o princípio”. E acrescentou: “Quem publicou o nome do dr. Mota Amaral foi a comissão política nacional, que lá saberá porquê“.

O secretário-geral explica que a direção acrescentou também que fica estabelecido “para que ficassem as duas regiões minimamente representadas que, se o segundo não fosse eleito, o deputado eleito por uma das regiões passaria a representar as duas regiões e teria um assessor da outra região para ajudar a levar a cabo essa tarefa”.

Quanto aos nomes finais da lista, ficam prometidos para breve. “Quanto a nomes a indicar, daqui a duas ou três horas trazemos aqui todos”, prometeu o secretário-geral. Os nomes vão depois ser votados no Conselho Nacional do PSD.