Migrantes

Navio com 64 migrantes preso no mar e sem autorização para desembarcar

Um navio da Sea-Eye com 64 migrantes resgatados está preso no mar, depois de Itália e Malta terem recusado a entrada da embarcação nos seus portos. Os migrantes tinham sido resgatados na quarta-feira.

Segundo a porta-voz da organização humanitária alemã Sea-Eye, Carlota Weibl, a embarcação está perto da ilha italiana de Lampedusa

ALEXANDER DRAHEIM / SEA-EYE HANDOUT/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Um navio com 64 migrantes resgatados está preso no mar depois de tanto a Itália como Malta terem recusado permitir a entrada da embarcação nos seus portos.

Esta não é a primeira vez que um país recusa receber um barco com migrantes e refugiados a bordo, situações que têm acabado por ser resolvidas apenas quando outros governos europeus aceitam dar asilo aos migrantes.

A porta-voz da organização humanitária alemã Sea-Eye, Carlota Weibl, adiantou esta quinta-feira que o navio se encontra perto da ilha italiana de Lampedusa: “Malta diz que [o barco] não pode entrar nas suas águas e é pouco provável que consigamos permissão por parte da Itália”.

O navio da Sea-Eye resgatou os migrantes na quarta-feira, na costa da Líbia.

O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, afirmou que o navio alemão deve “ir para Hamburgo”, mas Carlota Weibl lembrou que essa seria “uma viagem de mais três ou quatro semanas”.“Não temos comida nem água, por isso está completamente fora de questão”, concluiu.

Em janeiro deste ano, dois barcos com quase 50 migrantes estiveram parados no mar, junto à costa de Malta, durante semanas.

Os navios de resgate também pertenciam a uma organização não-governamental alemã, e tinham recolhido 32 migrantes de um barco sem condições de segurança, na costa da Líbia, a 22 de dezembro, e depois mais 17 a 29 de dezembro.

Os dois navios estiveram parados em águas maltesas vários dias, depois de Malta, Itália e outros países europeus se terem recusado a oferecer abrigo aos migrantes.

O caso acabou por resolver-se quando oito países europeus, incluindo Portugal, decidiram acolher os migrantes.

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