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Proposta para passadeiras arco-íris em Lisboa para homenagear comunidade LGBTI divide CDS

Este artigo tem mais de 2 anos

A avenida Almirante Reis terá duas passadeiras coloridas para homenagear a comunidade LGBTI. A ideia partiu do CDS de Arroios. Líder da distrital e outros dirigentes centristas criticam proposta.

"As passadeiras por razões de segurança nos termos do regulamento de sinalização são obrigatoriamente brancas. Não há passadeiras Arco Iris. Não brinquem com coisas sérias", reagiu Pedro Pestana Bastos, ex-deputado do CDS
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"As passadeiras por razões de segurança nos termos do regulamento de sinalização são obrigatoriamente brancas. Não há passadeiras Arco Iris. Não brinquem com coisas sérias", reagiu Pedro Pestana Bastos, ex-deputado do CDS

PETE MACLAINE/EPA

"As passadeiras por razões de segurança nos termos do regulamento de sinalização são obrigatoriamente brancas. Não há passadeiras Arco Iris. Não brinquem com coisas sérias", reagiu Pedro Pestana Bastos, ex-deputado do CDS

PETE MACLAINE/EPA

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Nada de riscas brancas no chão. No próximo dia 17, algumas passadeiras de Lisboa encher-se-ão de cores. Mais propriamente as do arco-íris que fazem parte da bandeira LGBTI, já que o que se pretende assinalar é mesmo o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifopia.

Sensível a esta temática a Assembleia de Freguesia de Arroios, em Lisboa, aprovou por unanimidade a proposta do CDS-PP.

A “efeméride celebra-se a 17 de maio por ter sido nesse dia em 1990 que se retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS)”, lê-se no texto da proposta do CDS-PP, em que se refere que a junta de freguesia de Arroios foi pioneira em março último ao criar o “Centro de Referência LGBTI” e “Casa da Diversidade”. Trata-se “da criação de uma rede de serviços de informação e atendimento específicos para vítimas de discriminação e violência com base na orientação sexual e/ou identidade de género ou de características sexuais”, pelas quais o CDS-PP “congratula o executivo”.

Os argumentos dos representantes do CDS-PP na Assembleia de Freguesia de Arroios continuam, lembrando que “a Freguesia de Arroios é um lugar de todos e para todos, e sobretudo um lugar de inclusão”.  Assim, Frederico Sapage Pereira e Vítor Teles propuseram que se assinale o dia “com a colocação de passadeiras arco-íris, na avenida Almirante Reis, em frente aos sinais luminosos para passagem de peões junto aos números 1 e 13”.

A medida, que foi divulgada na página do Facebook do CDS de Arroios não passou despercebida, motivando comentários críticos na rede social e causando algum desconforto dentro do partido. Pedro Pestana Bastos, por exemplo, não gostou nada da ideia. O ex-deputado, antigo membro da comissão política do CDS, que foi candidato pelo partido à Câmara de Loures, manifestou o seu desagrado também no Facebook, chamando-lhes de “moderninhos”.

“Bem sei que para alguns por vezes é cool aparecer com uma imagem moderninha mas isto é um completo disparate. O dinheiro dos contribuintes (mesmo se a despesa não for grande) não é para gastar em fantochadas e temos de dar o exemplo. Acresce que as passadeiras por razões de segurança nos termos do regulamento de sinalização são obrigatoriamente brancas. Não há passadeiras Arco Iris. Não brinquem com coisas sérias”, diz o atual conselheiro nacional do CDS.

Líder da distrital do CDS em Lisboa não subscreve a proposta

João Gonçalves Pereira, vereador na Câmara de Lisboa e presidente da Distrital do CDS-PP, também se fez ouvir e escreveu na sua página de Facebook que não subscreve a proposta em causa. Em resposta ao post surgem vários comentários, incluindo o de João Gomes (CDS), da Assembleia Municipal de Torres Vedras, que escreve: “Isto não é um CDS populista, isto é uma atitude estúpida de alguém que não pode falar em nome do partido e que deveria ter consequências “.

Abel Matos Santos, da Tendência Esperança em Movimento do CDS, também usou as redes sociais para afirmar que a “inclusão não se faz gastando dinheiro e recursos escassos a pintar passadeiras com cores LGBT, o que é ilegal e perigoso”. “A inclusão faz-se rebaixando passeios para as pessoas com mobilidade reduzida, instalando dispositivos sonoros para cegos e tapando buracos na via pública”, continuou.

As críticas fizeram com que o CDS de Arroios se justificasse, também no Facebook, dizendo que “confundir a afirmação da não discriminação de pessoas com a defesa de uma ideologia de género é característico de alguma Esquerda”, com a qual não pactua e na qual não se revê.

“É um erro que não podemos cometer e que cometeríamos se nos escusássemos a celebrar este dia o que, equivaleria a dizer que aceitamos discriminações. Mas não aceitamos. Como não aceitamos doutrinações. São coisas distintas”, continua a explicação.

E para que não restassem dúvidas, o núcleo de Arroios do partido conclui: “O nosso foco é apenas um: trabalhar em prol da inclusão social, em vez de promover o totalitarismo de teorias sociais identitárias que não subscrevemos.”

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