Frente Comum

Líder da Frente Comum espera adesão de milhares de pessoas à manifestação nacional de sexta-feira

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Ana Avoila considera a postura do Governo no caso "inqualificável". Os manifestantes deslocam-se rumo à residência do primeiro-ministro e exigem uma reunião para discutir os aumentos salariais.

Ana Avoila defende que serão os trabalhadores a optar pelas futuras formas de protesto, mas que podem optar por manifestações ou greves

TIAGO PETINGA/LUSA

A líder da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, disse esta quarta-feira que espera “muitos milhares” de trabalhadores na manifestação nacional de sexta-feira e ameaçou avançar com novas ações de luta antes das eleições legislativas.

“Pensamos que esta manifestação vai ter muitos milhares de pessoas”, afirmou a líder sindical em conferência de imprensa, acrescentado que há um “descontentamento geral” na administração pública com “a postura inqualificável do Governo”.

A Frente Comum exige uma reunião com o Governo para discutir aumentos salariais e a revisão da Tabela Única Remuneratória, entre outras matérias. “O Governo, ao não se sentar [na mesa das negociações] faz uma demonstração, não só de falta de respeito pelos sindicatos, mas sobretudo pelos trabalhadores e indicia que não está disponível para responder a problemas”, defendeu a dirigente sindical. “Ou o Governo se senta para começar a discutir com os sindicatos ou certamente antes das legislativas nós temos de voltar à luta”, frisou Ana Avoila.

Para a sindicalista, “independentemente da campanha eleitoral”, o executivo liderado por António Costa “ainda tem tempo” para responder às reivindicações da Frente Comum.

Quanto às futuras formas de luta a adotar, Ana Avoila disse que podem passar por uma greve ou manifestação. “Pode ser a que os trabalhadores quiserem”, declarou.

A manifestação nacional que se realiza sexta-feira, em Lisboa, arranca do Marquês de Pombal cerca das 15h00 rumo à residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

A Frente Comum reivindica aumentos salariais e das pensões de 4%, a revisão da Tabela Remuneratória Única com uma remuneração mínima de 650 euros e a contagem de todo o tempo de serviço para as progressões na carreira, entre outros pontos.

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