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Lisboa. Campolide tem passadeiras com cores da bandeira LGBTI

Este artigo tem mais de 2 anos

Listas negras deram lugar às cores da bandeira LGBTI, em duas passadeiras da freguesia, pintadas na última noite. Em Arroios, iniciativa do CDS local dividiu o partido e caiu por ser ilegal.

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Passadeira com cores LGBTI em Campolide, Lisboa

FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVADOR

Passadeira com cores LGBTI em Campolide, Lisboa

FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVADOR

Quem passar em Campolide, esta segunda-feira, vai deparar-se com duas passadeiras sem as habituais listas brancas e pretas, pintadas de fresco com as cores do arco-íris que fazem parte da bandeira LGBTI. Depois da polémica com as passadeiras arco-íris que Arroios se preparava para ter, nesta outra junta lisboeta há para já duas, mas vão ser cinco, confirmou ao Observador o presidente da Junta de Freguesia.

“Foi pintada pelos nossos serviços, sim, eu com a minha equipa de espaços públicos, na última noite. Acompanhei entre as dez da noite até às três da manhã. É uma medida definitiva, simbólica, na qual a junta de freguesia de Campolide se associa a todos os movimentos LGBT e a todos os movimentos” relativos a igualdade, religião ou de género, entre outros, explicou André Couto, que ajudou, inclusive, o cinco funcionários a pintarem as passadeiras coloridas, como se vê nesta sua publicação no Instagram.

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Campolide é Igualdade! | Hoje, pela primeira vez, Lisboa acordou com passadeiras com padrão arco-íris. Foi uma forma de Campolide se colocar ao lado de todos os movimentos LGBT que lutam pela igualdade e não discriminação, assim como de todos os movimentos que lutam pela igualdade e não discriminação em função de género, raça, religião e idade. Os eleitos do CDS-PP de Arroios trouxeram esta acção a público, com uma proposta fantástica, que não se concretizou por ficar presa em questões menores. Os combates pela igualdade e não discriminação têm de ser centrais na sociedade e não podem ser prejudicados, porque quem sofre não o compreenderia. A reflexão e a acção sobre estas questões são o desafio que Campolide deixa a Lisboa e ao País. ??‍?? #campolideéigualdade #direitoslgbti #lgbt #campolide #lisboa

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A ideia da iniciativa surgiu primeiro em Arroios, pela mão do CDS-PP local, e chegou a ser aprovada por unanimidade, mas depois acabou por cair: a presidente da junta, a socialista Margarida Martins, reconheceu que sem listas brancas, a passadeira não iria respeitar a lei.

Campolide pode porquê?

O autarca de Campolide, André Couto, explicou que a medida não foi aprovada em Assembleia, como aconteceu em Arroios, “nem tem de ser”. Só é obrigatório quando a proposta é de um partido da oposição. Não sendo, “qualquer executivo pode aprovar e implementar”. E que pode fazê-lo, garantiu, dentro da lei:

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Não há nenhuma questão de legalidade em cima da mesa. As passadeiras têm de estar visíveis, nomeadamente nas faixas brancas. Nós implementámos as cores do arco-íris nos intervalos. Os regulamentos municipais foram cumpridos”.

As duas passadeiras já pintadas ficam na Rua de Campolide e na Travessa Estevão Pinto. Ainda vêm aí mais três. Promessa do autarca, que achou “fantástica” a ideia do CDS-PP em Arroios e quis replicá-la, fazendo-a mesmo sair do papel.

“Folclore”, diz vereador do PSD

A notícia foi inicialmente dada pelo vereador do PSD na Câmara de Lisboa, João Pedro Costa na sua página do Facebook nesta madrugada e confirmada pelo Observador no local. O autarca passou por Campolide na última noite e fotografou o momento em que a passadeira estava a sofrer a transformação, perto da junta.

“A fotografia foi tirada por mim”, contou João Pedro Costa ao Observador, detalhando que passou na Rua de Campolide “cerca da meia-noite” desta segunda-feira e que viu a passadeira ainda a ser pintada. A imagem dá conta do processo, uma vez que ainda aparecem listas por pintar. Na manhã desta segunda-feira, o Observador já a encontrou completa.

O vereador do PSD na câmara de Lisboa critica a junta de freguesia liderada pelo socialista André Couto, defendendo que “a comunidade LGBT merece mais que este folclore e o símbolo da esperança não é para ser pisado”.

O caso de Arroios

Por iniciativa do CDS-PP, também a Assembleia da Freguesia de Arroios tinha aprovado, por unanimidade, pintar duas passadeiras com as cores da bandeira LGBTI para assinalar, na próxima sexta-feira, dia 17, o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifopia. Uma iniciativa que dividiu os centristas e que acabou por cair porque a presidente da câmara, Margarida Martins, admitiu que seria “ilegal”.

Proposta para passadeiras arco-íris em Lisboa para homenagear comunidade LGBTI divide CDS

A autarca explicou que as sinalizações rodoviárias, por lei, têm de estar pintadas de branco e que quando o PS também ajudou a dar luz verde à proposta do CDS-PP, na reunião da Assembleia de Freguesia de Arroios, “não se pensou no assunto”.

Arroios. Afinal, não vai haver passadeiras arco-íris para homenagear comunidade LGBTI

7 fotos

(artigo atualizado às 12h15 com as declarações do autarca André Couto)

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