Rui Rio

Rio na bateria e Rangel na voz no concerto do “voto útil” contra o “voto fútil”

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O presidente do PSD voltou a tocar bateria na Malafaia e acusou o PS de puxar o país para trás e de querer esconder Pedro Marques. Já Rangel apelou ao voto útil ao invés do "voto fútil".

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Rui Rio voltou a tocar bateria na Quinta da Malafaia e optou pelo Conquistador, dos Da Vinci. Para conquistar os eleitores, insistiu nas linhas do discurso que tinha feito em Penafiel, mas sem tosse: não quer esconder Paulo Rangel (quer “mostrá-lo bem”) e acusou o PS de “puxar” o país para trás, enquanto o PSD tenta “puxar para a frente”. Houve cabeçudos, cerveja e vinho ilimitado, balões no ar, música pimba, dançarinas pimba e, claro, a política. Mais de duas mil pessoas, recinto lotado. Antes da folia, coube a Paulo Rangel a frase da noite: “Se querem derrotar António Costa, só há uma alternativa: votar no PSD. Todo o voto fora do PSD é um voto fútil, todo o voto no PSD é um voto útil“.

Paulo Rangel quis marcar a diferença para o CDS e — aproveitando o facto de Nuno Melo dizer que o Vox não é de extrema-direita — disse que “só há um voto útil contra o PS, é o partido moderado e responsável, que é no PSD”. Rangel quis mesmo fazer um apelo ao voto útil para que António Costa continue no mesmo registo de quem “nunca venceu eleições nacionais”.

O cabeça de lista do PSD insistiu que António Costa “parece o verdadeiro cabeça de lista do PS”, pois “em 48 horas fez cinco comícios e aparece nos cartazes, deve estar com receio de algo para aparecer tanto na campanha“. Rangel lembra que Costa pediu que as Europeias fossem “uma moção de confiança ao seu governo” , mas que o PSD não tem problemas com isso: “Ele não pense que estamos intimidados porque, se quer referendar o governo em eleições europeias, e é isso, então que seja, porque não temos medo das comparações.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O próprio Rui Rio tinha dito que “aqueles que dizem que a economia não está mal de todo e que os portugueses estão contentes, são os que comparam com o tempo da troika“. O presidente do PSD avisa que “não se pode fazer essa comparação, porque não é justa. E, além disso, foram eles [o PS] que nos puseram na troika”. Rio deu ainda como prova de que o governo puxa o país para trás o facto de no dia oficial de arranque da época de fogos não ter pago as dívidas ao SIRESP e de mais de metade dos meios aéreos não conseguirem levantar”.

Rui Rio agradeceu às pessoas da Malafaia e, aproveitando a forte mobilização, arrancou o discurso a atirar a alguém que não identificou: “Ouvi um comentador na televisão disse que era óbvio que as sondagens tinham sido muito más para o PSD porque  se nota na campanha. Queria perguntar o que é que acha de todas estas pessoas?”

Depois voltou a repetir que Costa está a esconder Pedro Marques, ao dizer que “ao contrário dos nossos adversários, a não escondemos o nosso candidato. Não queremos escondê-lo, queremos mostrá-lo bem”. Rui acrescentou ainda, falando na terceira pessoa, que “apoia a lista, está com a lista, mas não é o candidato.”

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Sobre a redução dos passes sociais nas áreas metropolitanas de Porto e Lisboa, criticou o facto de não ter sido acompanhado de um investimento proporcional no interior. O presidente do PSD disse que o “PS e o Governo andaram a deitar foguetes por causa dos passes sociais em Lisboa e no Porto e deixaram migalhas para o resto do país. Os outros ficaram esquecidos, porque não há muitos votos, há poucas pessoas”.

Além disso, denuncia Rio, nesta questão “ficou o gato escondido com o rabo de fora. Porque quiseram baixar os passes para terem preços mais baixos antes das eleições, e aumentaram a procura que já era grande”, provocando o caos nos transportes.

Já depois do discurso, o presidente foi chamado ao palco e anunciado como “o novo baterista da Malafaia” e não virou as costas ao desafio. Já na festa da Europa em 2018 ali tinha tocado bateria. Desta vez, saiu a queixar-se que o som estava baixo. Mas foi aplaudido e ao sair do palco já tinha “groupies” a pedir selfies. A festa na Malafaia está em risco de se tornar o Chão da Lagoa do Minho e do norte.

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