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Feixes de luz e pontos luminosos. O céu visto a raio-x pela NASA

O mapa foi feito através de um programa da NASA. Os dados foram recolhidos durante a noite, ao longo de 22 meses, e os feixes de luz são resultado de partículas energéticas.

O mapa foi revelado no site oficial da NASA, que já está a preparar uma nova imagem

NASA

Eis uma nova forma de olhar para o céu: um programa da NASA que orbita a Terra a cada 93 minutos formou um mapa de todo o céu em raio-x com dados recolhidos ao longo de 22 meses.

O mapa foi publicado no site oficial da NASA. Os dados foram recolhidos pelo Neutron Star Interior Composition Explorer, um programa dedicado ao estudo e avaliação de “estrelas mortas” e outros objetos de matéria densa em risco de serem “engolidos” por buracos negros.

O mapa inclui dados dos primeiros 22 meses das operações do Neutron Star Interior Compostition Explorer — ou NICER, como é conhecido. Cada traço de luz representa raios-x e feixes ocasionais de partículas energéticas. Os dados foram recolhidos durante a noite e a maior luminosidade de certos pontos e feixes na imagem são o resultado da duração que o NICER passou a observar aquela região.

Mesmo com um processamento mínimo, esta imagem revela a Cygnus Loop, uma supernova que fica a cerca de 90 anos luz da Terra e que se crê ter entre 5.000 a 8.000 anos. Estamos a criar uma nova imagem raio-x do céu, e muito provavelmente as operações do NICER durante a noite vão revelar novos e desconhecidos factos”, disse Keith Gendreay, investigador principal da missão.

No mapa interativo da NASA, é possível observar o nome de cada ponto da imagem

Os “arcos” de luz foram formados uma vez que o NICER segue regularmente os mesmos caminhos enquanto se movimenta no espaço, nas suas missões. Os arcos convergem por sua vez em pontos luminosos — que representam os locais mais visitados pelo programa, explica a agência espacial. Estes pontos são locais importantes e fontes proeminentes de emissão de raios-x que o programa monitoriza com regularidade.

A missão principal do programa é detetar e medir o tamanho de “estrelas mortas” — as estrelas neutrão. As estrelas neutrão são as mais pequenas do Universo, tendo um raio de cerca de 10 quilómetros. Ainda assim, entre todas as estrelas, as estrelas neutrão são as que têm maior densidade, tendo mesmo uma massa superior à do Sol.

Eis um vídeo que mostra o NICER em ação noutra ocasião:

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