O capitão ucraniano da empresa Viking, detido após o naufrágio que provocou 28 mortos e desaparecidos no Danúbio no final de maio, em Budapeste, já tinha estado envolvido numa colisão na Holanda no início de abril. A polícia húngara informou ainda esta quinta-feira, citada pela agência Associated Press, que o número de mortos na sequência da colisão no Danúbio subiu para 19.

O Ministério Público de Budapeste confirmou à agência France Presse uma informação avançada pela imprensa húngara, segundo a qual uma embarcação comandada pelo capitão, Iouri C., de 64 anos, colidiu com um petroleiro no estuário do rio Escalda perto de Terneuzen, na Holanda, no passado dia 1 de abril.

O Ministério Público adiantou que foi informado pela Unidade Europeia de Cooperação Judiciária (Eurojust) que “o capitão que é formalmente suspeito de ter causado o acidente na Holanda em 1 de abril é a mesma pessoa suspeita” do acidente em Budapeste. Nesse dia, o “Viking Idun”, um navio de cruzeiro fluvial que transportava 43 tripulantes e 137 passageiros, colidiu com um petroleiro durante a noite no estuário do rio Escalda. Vários passageiros ficaram feridos e as autoridades holandesas ainda estão a investigar as circunstâncias da colisão.

Em Budapeste, o “Sirène”, uma embarcação de 26 metros que transportava 33 sul-coreanos e dois tripulantes húngaros, afundou-se em 29 de maio depois de uma colisão com o “Viking Sigyn”, outro navio de cruzeiro fluvial, comandado por Iouri C. Apenas sete das 35 pessoas a bordo sobreviveram.

Num comunicado enviado esta quinta-feira à AFP, a empresa Viking disse que “apesar de o capitão do “Viking Sigyn” estar a bordo do “Viking Idun” em 1 de abril, não era ele o capitão do barco no momento do acidente”. A empresa acrescentou não poder fazer mais comentários uma vez que estão em curso as investigações dos dois acidentes.

O capitão ucraniano foi detido na Hungria no âmbito da investigação por “negligência criminosa numa via pública fluvial”.