Rádio Observador

Ministério Administração Interna

Ministro da Administração Interna discute quadro remuneratório e nega problemas com fardamento na PSP

508

Polícias queixam-se de excesso de horas de trabalho e reclamam ajudas de custo. Cabrita garante que salários estão a ser discutidos e que os fardamentos com defeito foram "identificados e tratados".

Eduardo Cabrita visitou esta quarta-feira a Escola Prática de Polícia de Torres Novas

PAULO CUNHA/LUSA

O ministro da Administração Interna disse esta quarta-feira em Torres Novas que já está a ser discutido o futuro quadro remuneratório dos agentes da PSP, tendo negado a existência de problemas com os fardamentos da polícia, denunciados por um sindicato.

Estamos neste momento já a discutir o quadro remuneratório, designadamente a avaliação de todos os subsídios e suplementos olhando para a sua reformulação futura, estamos a discutir matérias relativas à segurança e à higiene no trabalho, e estamos a discutir aquilo que é o quadro de admissões no horizonte de médio prazo”, garantiu Eduardo Cabrita.

O ministro falava aos jornalistas na Escola Prática de Polícia de Torres Novas (Santarém), à margem da cerimónia de abertura do 15.º Curso de Formação, que integra 600 agentes e 200 novos chefes da Polícia de Segurança Pública (PSP).

O governante reagiu assim às exigências dos polícias do corpo de intervenção, que na terça-feira estiveram concentrados em Belas, Sintra, para exigir resolução de vários problemas, entre eles uma atualização das ajudas de custo (atualmente têm um valor de 39 euros), o pagamento de horas extraordinárias, nomeadamente nos jogos de futebol, e um subsídio idêntico às das restantes subunidades da UEP.

Os elementos do corpo de intervenção queixaram-se ainda das condições dos equipamentos de proteção individual, como coletes e capacetes balísticos, estando muitos fora do prazo de validade, bem como do excesso de horas de trabalho.

Também na terça-feira, o Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) interpôs uma ação judicial para “denunciar o contrato estabelecido com empresa adjudicada pela PSP” para o fornecimento de fardamento, cuja qualidade e demora na entrega das encomendas motivou críticas de sindicatos, e que hoje Eduardo Cabrita desvalorizou.

Questionado sobre as críticas à qualidade e prazo de entrega dos fardamentos às forças de segurança, o ministro da Administração Interna começou por dizer que o processo “está a decorrer” e que “está em curso”, tendo referido que “está adiantado” e que “resolveu aquilo que não existiu durante décadas”, quando questionado sobre se o mesmo registava algum atraso.

“Hoje há uma plataforma em pleno funcionamento e que permitiu atribuir já aos polícias dezenas de milhar de novos fardamentos”, disse o governante, tendo feito notar que, “em dezenas de milhar houve umas pequenas dezenas de casos de defeitos e problemas”. Os mesmos, afirmou Eduardo Cabrita “são identificados e são tratados, devolvendo-os e responsabilizando o fornecedor”.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)