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Governo reitera que “não vão encerrar maternidades em Lisboa”

Francisco Ramos notou que o Governo pretende criar "uma lógica colaborativa no âmbito da urgência de Lisboa, garantindo pelo menos três das quatro maternidades estarão sempre em funcionamento".

Francisco Ramos garantiu ainda que "as grávidas estão seguras"

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  • Agência Lusa

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, salientou esta sexta-feira, no parlamento, que não está previsto o encerramento de maternidades em Lisboa e apontou que está a ser estudado o encaminhamento de grávidas pelo INEM no verão.

“Não vão encerrar maternidades em Lisboa nos próximos meses. O que está a ser estudado pela Administração Regional de Saúde, em colaboração com esses quatro hospitais, é a forma como, ao longo destes meses de verão, o INEM vai encaminhar as grávidas, através do CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes], para esses hospitais”, disse Francisco Ramos.

O secretário de Estado falava na Assembleia da República, em Lisboa, durante uma interpelação do PCP ao Governo, depois de questionado por vários partidos sobre a notícia do jornal Público que dá conta de que as urgências de obstetrícia de quatro dos maiores hospitais de Lisboa vão estar encerradas durante o verão, fechando rotativamente uma de cada vez, devido à falta de especialistas.

O governante reconheceu que “há dificuldades, como sempre houve”, e notou que o Governo pretende criar “uma lógica colaborativa no âmbito da urgência metropolitana de Lisboa, garantindo pelo menos três dessas quatro maternidades estarão sempre em funcionamento pleno”, não especificando quais.

Quanto à “outra maternidade estará a funcionar apenas com níveis mínimos de urgência externa”.

Tudo isso está exatamente a ser trabalhado para não haver surpresas e será comunicado em devido tempo quando isso acontecer, para que não haja surpresas e se garanta, exatamente, esse nível de excelência a que estamos habituados”, salientou.

Francisco Ramos garantiu ainda que “as grávidas estão seguras”.

Na quinta-feira à noite, o Ministério da Saúde afirmou que “as medidas de gestão de recursos” em estudo pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) “não preveem o encerramento de qualquer maternidade por nenhum período temporal”.

“Os trabalhos em curso versam sobre o encaminhamento de utentes pelo CODU, prevendo-se que estejam sempre garantidos os serviços de urgência externa de três das quatro maternidades abrangidas e apenas durante o período de verão, mantendo-se as restantes respostas nas quatro unidades sem alterações”, avança a mesma nota.

O Ministério da Saúde “assegura” ainda que “as utentes terão garantidas todas as respostas de que necessitam, cabendo à ARSLVT informar com a devida antecedência a população sobre as medidas que venham a ser decididas”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse na quinta-feira esperar que o eventual fecho rotativo de urgências de obstetrícia em Lisboa seja “devidamente esclarecido e explicado”, para “serenar os espíritos das pessoas”.

Em resposta direta ao CDS-PP, o secretário de Estado da Saúde salientou que “os tempos de espera estão a diminuir e os doentes oncológicos têm um tratamento de excelência neste país”.

Na sua intervenção, a centrista Isabel Galriça Neto apontou que se vive uma situação caótica na saúde.

Eu diria que, apesar do seu discurso, os portugueses continuam a confiar no Serviço Nacional de Saúde”, respondeu o governante.

Francisco Ramos indicou também que o Governo “não tem qualquer interferência nem qualquer limitação na substituição de recursos humanos” e que, “em termos de contratações, os números são evidentes, mais 10.800 profissionais do que em 2015”.

Ainda assim, o governante rejeitou que já estejam resolvidos “todos os problemas, nomeadamente em termos médicos”.

Falando nos médicos que estão em formação pós-graduada, o secretário de Estado referiu que entre 2011 e 2015 entraram “à volta de 1.600, 1.700 por ano”.

“Em 2019, entraram 2.400 médicos na formação pós graduada, mais 700 do que a média do período anterior e no ano passado tinham sido 2.300”, acrescentou.

“Não facilitamos nos níveis da formação pós-graduada, queremos manter a sua qualidade acima de toda a questão e isto vai apenas ter resultados nos próximos anos”, salientou Francisco Ramos.

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